Mostrando postagens com marcador caldeirão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caldeirão. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de abril de 2011

O BURACO É AINDA MAIS EMBAIXO?

Pensei muito esses dias sobre a próxima história a ser contada aqui e, apesar de ter váriasss bizarras, implorando para serem publicadas, a verdade é que tem uma, a atual, que vem tomando todo o tempo dos meus pensamentos e é sobre ela que eu quero falar...

Conheci Mr. T em um domingo de sol. Uma programação ótima com os amigos e a única preocupação na cabeça de curtir e ficar de boa. Ficar de boa. Eu saí exatamente para isso: curtir meus amigos e FICAR DE BOA. Mas foi só chegar no lugar, pra cruzar com o moçoilo. E ele? Ele sorriu, como se já me conhecesse.

Eu continuei firme e forte na missão de passar o domingo todo sem paquerar ninguém, apesar das pessoas interessantes que estavam ali. Mas Mr. T era insistente, fez que fez até conseguir falar comigo. Bonitinho, simpático, responsável, bem humorado, excelente gosto musical (nessa fase em que só se ouve sertanejo, pontos pro moço!) e não tentou me agarrar logo de cara... Diferenciado, pensei.

Tudo continuou uma beleza, uns beijinhos pra cá, telefonemas pra lá, mensagens pra todo canto... mas eis que Mr. T sumiu. E voltou. E sumiu de novo. E voltou. E o fato é que depois daquele primeiro dia, não consegui mais encontrar o rapaz (e olha que só rolou beijinho mesmo!). O moço é tão ocupado, que não existe na agenda dele espaço pra mim e o esforço pra entender o porque ele marca, desmarca, me liga e não me encontra, está acabando com as minhas energias.

Das choronas, eu já escutei de tudo: ele é gay; casado; namora; tem outra, certeza; é louco; chaveca por esporte... Todas não aguentam mais essa ladainha, mas eu continuo aqui, sem nenhuma resposta (e sem largar o caldeirão, claro!).

Foi então que escutei uma história, que me fez pensar que talvez o buraco seja ainda mais embaixo. Tenho um amigo que é uma graça: hétero, bonito, inteligente, estudioso... Um belo dia ele foi até uma loja e se apaixonou pela atendente. Por mais de um mês eu escutei o tanntooo que a menina era bonita, linda, maravilhosa e tudomais! Praticamente um ser inatingível.

Meses depois meu amigo voltou na tal loja, fez uma compra de R$400,00 e levou o número de celular da Miss Perfeita. Ligo ou não ligo? Ligou. Saiu com a moça, pagou o barzinho, levou-a embora pra casa e chegamos ao momento tão esperado!!! A rapariga, então, convidou meu amigo pra subir pro apartamento dela... e ele?? Subiu, claro (vai dizer a leitora mais aflita!). Não, minhas caras, ele disse: "ahh obrigada, mas acho que já vou embora mesmo..."

Pasmem!!! Depois de tudo (grana da loja + dúvida pra ligar + grana do bar + tensão do primeiro encontro + blábláblá do primeiro encontro + levar a mina na pqp), o cara não quis bater o pênalti!!! E pior, eu pergunto o porque, afinal, ele disse 'não' e meu amigo NÃO SABE RESPONDER! É isso mesmo, ele pensa, se desespera, se arrepende e não encontra uma explicação, umazinha... Nada!

Eu consigo ver a cena: a Miss Perfeita subindo no elevador, com a cabeça fervilhando de 'porques', sem entender nada!! Pensando: 'será que eu disse algo que ele não gostou? Comi com a boca aberta? Minha roupa, claro, só pode ser! Mas ele voltou na loja, parecia interessado... gastou 400 pila, porra!' E a amiga chorona, no outro dia, ouvindo a história atentamente, tentando buscar esse momento específico em que o pudim desandou, pra dizer no fim: ele é gay; deve ter outra; louco... homens.

Mas o fato é que, em algumas situações (como nessa história do meu amigo), essas respostas que a gente tanto busca não existem. Não estou querendo dizer, aqui, que nós temos que aguentar qualquer tipo de situação esdrúxula, como se todo mundo saísse por aí sem saber o que está fazendo direito. Não é isso. Mas começo a pensar que, talvez, devêssemos também considerar que o outro é uma pessoa comum, com sonhos, expectativas, dúvidas e inúmeros pensamentos conflitantes na cabeça.

Enfim, existem alguns ingredientes no assunto que, infelizmente, nos faltam... Não dá pra se resumir tudo em um simples 'sim ou não', 'quer ou não quer'. E fica difícil saber se aquilo foi um fora mesmo, ou só um acidente de percurso. Afinal, atire a primeira pedra quem nunca disse um 'não', querendo muito dizer 'sim'...

Quanto à minha história, no fundo, o alerta continua piscando: se ele quisesse MESMO ficar com você, daria um jeito... mas NÉ! Quem sabe, são tantos outros fatores a se considerar... Fica aí a esperança de uma história boa, ou de um novo post!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

LARGA O CALDEIRÃO, SEVERINA

Eu sei, eu sei... Vocês estão pensando: "Lá vem ela de novo! Será que as bizarrices dessa coitada não tem fim?!" Olha gente, tá difícil! Do jeito que a coisa anda então... Vai longe!

De todas as histórias que eu tenho, a única que ainda não me sinto preparada para contar é a do meu primeiro trastenamorado (o que eu chifrei "sem querer" com o mocinho famoso da regata marrom, lembram?!). Não sei, não consigo achar graça no que aconteceu... A lembrança mais forte ainda é o sofrimento. E não estou falando em coração partido não! Estou falando de incessante dor física e mental.

O traste era meu amigo, em certo ponto, meu melhor amigo. Mas eu gostava dele, me apaixonei por ele à primeira vista e então teimei, teimei, teimei até que ele virou meu namorado. É irônico... na vida, as vezes, é quando a gente acha que ganhou que na verdade perdemos. Não tinha como dar certo...

Foi em uma madrugada de desespero, depois de mais uma briga horrorosa com o traste, que liguei para o meu pai em busca de consolo e ele, muito fofo, reconhecendo em mim a teimosia hereditária, me contou, com toda paciência que lhe é peculiar, a história do urso:

"Uma vez uns caçadores montaram acampamento na floresta e, quando saíram para caçar, deixaram uma sopa cozinhando para comerem na hora que voltassem. O cheiro da sopa era delicioso e um urso logo quis experimentar o que tinha ali. Mas ele era urso e não sabia que o caldeirão da sopa deveria estar muito quente, então ele foi até a fogueira e abraçou o caldeirão. O caldeirão começou a queimá-lo, mas ele tinha tanta vontade de comer aquela sopa que quanto mais ardia mais ele apertava o caldeirão. Os caçadores, de longe, ouviram os gemidos de dor do urso e correram para o acampamento, mas quando chegaram lá o urso já estava dando seus últimos suspiros. Ele queria tanto provar a sopa que acabou morrendo abraçado ao caldeirão." E continuou: Você, filha, é uma menina inteligente, não é como o urso. Você tem que soltar o caldeirão, porque ele está te matando.

Para ter certeza que tinha deixado tudo bem claro meu pai ainda acrescentou: Você entendeu que o caldeirão, no seu caso, é o traste, né?!

Eu tinha entendido! Minha irmã entendeu, minhas amigas entenderam e tenho certeza que vocês também entenderam! Mas como se deixa de ser teimosa?!!! Como se abandona o otimismo e se supera a negação?!!! Pior, como se mata essa Pollyana idiota que vive dentro de cada uma de nós sempre brincando do jogo do contente?!!! Essa receita papai não deu!

Eu francamente não sei o que me move... Até hoje eu também prefiro deixar o osso apodrecendo na boca a largá-lo para alguma vira-lata pegar! Deve ser algum tipo de instinto territorialista primitivo ou um prazer sádico subconsciente, sei lá...

O que eu sei é que muitas vezes tive inveja do urso... Ele, pelo menos, tem a seu favor o fato de ser irracional, eu não!