sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ator de Novela mexicana

Minhas queridas choranas, demorou, mas finalmente sentei para compartilhar esta história, que confesso ainda ficar na minha cabeça. Não pelo o que o traste, vulgo ator de novela mexicana, que aqui nomeei Carlos Alberto, me fez, é uma dessas tramas de novela das oito, que todo mundo sabe ou já viveu. Me é recorrente porque sempre me questiono se agi da forma correta comigo. Libriana, confesso que fiquei super em dúvida com qual história começar. Porém, como Julieta que ainda espera por um final feliz, estreio neste blog com esta história meio indigesta. Acredito que o pior na maioria das vezes, não é o que estes conquistadores baratos inveterados fazem conosco, mas sim como nós mesmas nos colocamos em enrascadas e armadilhas. O tal lance de não ver e ouvir o sinal vermelho, ou o maldito dedo torto, que minhas colegas vêm descrevendo tão bem aqui, tem tudo haver com isto. É a maior sabotagem! Vamos a Trama.

Eu sempre paquerei o Carlos Alberto. O cara é puro charme, puro creme do milho verde. Nos encontrávamos de vez em quando na citilândia nos períodos de férias e já saímos em turma algumas vezes. Os olhares sempre se cruzavam, um papo bacana mas... nada. Como uma legítima Julieta, parto pouco para o ataque, sempre espero o Romeu, bater na porta da minha sacada. Um dia me informando, descobri que o rapaz namorava a oito anos e que se eu quisesse rolava, era tudo uma questão de investimento. Opa, opa, olha o primeiro sinal vermelho aí! Namorava a 8 anos, mas dava mole e ainda pegava geral? Hum...
Claro que eu sartei de banda e nem fui atrás. Porém um belo dia, dei uma checada no meu finado orkut e...status do relacionamento: solteiro. Bom, nem vou contar a parte da conquista porque estava escrito nas estrelas, nós íamos ficar. E assim foi. A química foi incrível! Coisa rara, assim de primeira, sacam?
Estava tudo lindo, tudo azul...quando num desses feriados, que o povo que mora fora volta pra citylandia, sabem? Combinamos de nos encontrar numa balada da city. Sussurros ao pé do ouvido a parte, percebi que o cara não parava do meu lado. Até que uma hora na pixxxta de dança o cara "abriu o jogo": - Ah gata! (aff, este é o palavreado mais CAFA na face da terra) é que hoje tô afim de ficar sozinho!
Meu, minha cabeça deu um nó! Estava tudo fluindo como rio com corredeiras, no dia anterior tivemos uma noite super legal, ele me convidou pra sair na balada, lá elogios ao pé do ouvido e....depois tá afim de ficar só na balada? Vai caçar coquinho na descida. No entanto, como prezo pela liberdade sempre, compreendi e me afastei. O que que aconteceu? Guess what, guess what? Carlos Alberto, que a este ponto já havia virado ator de novela paraguaia, "catou" uma mina na minha frente!!!!! FDP! Fiquei pistache.
Depois disso tiveram e-mails de arrependimento, desculpas esfarrapadas e confidências de um "ser" confuso. Mas Carlos Alberto era uma deceção. Ficamos algumas vezes a mais sim...era difícil de abrir mão do galã, mesmo desconfiando que ele também ficava com a tal outra mina hehehehehe. Essa é a grande artimanha destes galãs latinos, os caras conseguem nos ludibriar de uma tal forma, que mesmo sabendo que você não é, fazem nos sentir únicas. Confesso que até que passei meio ilesa dessa novela, aproveitei do cara também até aonde eu quis e foi bom pra mim. Mas não é gostoso desrespeitar-se e ser desrespeitada dessa forma. No fim de tudo, me restou aquela dúvida: porque ir em frente quando lá no fundo você ouve: Vai dar merda Matias! Será o sentimento sartreano da queda? O apego por aquele romantismo de séculos atrás? Existe uma Julieta sofredora em cada uma de nós?

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Relembrando para tentar não errar duas, ou três, ou quatro vezes

Soube de um blog que resgata falas que acha importante de alguns bons filmes. Selecionei esse aqui, Closer, no momento de uma separação... no momento em que é dolorido sair, mas é mais doloroso ficar.... gosto do final dessa conversa em que a personagem Alice diz ao Dan que é possível escolher, que há o momento de escolher! Tenho certeza que sempre podemos escolher, é aquele momento que escolhemos assumir a responsabilidade da escolha, qualquer que seja ela... Aqui não mostra, mas o Dan ainda pede que ela fique, ela pede pra ele fazer um chá e ela desaparece...

Closer

setembro 15, 2009
closer
Discussão entre Dan (Jude Law) e Alice (Natalie Portman) logo após ele terminar com ela para ficar com Anna (Julia Roberts).  Baseado na peça de Patrick Marber    Roteiro: Patrick Marber
Dan – Lamento muito.
Alice – É irrelevante. Lamenta o quê?
Dan – Tudo.
Alice – Por que não me contou antes?
Dan – Covardia.
Alice – É por ela ser bem-sucedida?
Dan – Não. É porque ela não precisa de mim.
Alice – Você trouxe ela aqui?
Dan – Sim.
Alice – Ela não se casou?
Dan – E parou de me ver.
Alice – Foi durante a nossa viagem? Para comemorar nossos 3 anos juntos? Você ligou pra ela? Implorou que voltasse? Quando ia dar seus “longos passeios sozinho”?
Dan – Sim.
Alice – Seu merda.
Dan – A decepção é algo brutal. Não vou negar.
Alice – Como? Como você consegue? Como faz isso com alguém?
Dan fica em silêncio tentando pensar em algo pra dizer.
Alice – Isso não é resposta.
Dan – Me apaixonei por ela.
Alice – Ah! Como se você não tivesse escolha. Tem um momento. Tem sempre um momento: “Posso me entregar ou posso resistir.” Não sei quando foi o seu, mas tenho certeza que existiu.

Vale a pena fuçar por lá!
Tem várias filmes que nos fazem repensar em algumas situações que passamos ou que não queremos passar na vida.... Esse post do Closer me fez lembrar como é ruim perder alguém, como é difícil ser trocada por outra pessoa, como temos que correr, desaparecer, pra tentar trazer dignidade de volta......

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Causos do frio na barriga!

Primeiramente um salve pra galera que está curtindo o nosso blog de outros cantos do mundo!!! A situação tá osso aí também??? Aparece ae!!!!

Vamos lá! Hoje recebi uma música composta pelo Lenine que se chama Miedo. Inspirada na Miss Crab também disponiblizarei o vídeo ao final do post. Foi ele que me inspirou!
Temos muitos medos né? E grande parte, pelo menos das minhas histórias, são baseadas no medo. Como já disse, fruto dessa sociedade que sou, tenho medo de ficar sozinha, medo de sentir amor, medo de ser amada, medo de ser passada pra trás, medos e mais medos!
Hoje já sentindo o peso de estar perto dos meus 30 anos e não ver nem de longe um possível amor, um companheiro que poder-se-ia virar o pai dos meus filhos e ao ver tantas choronas (que pra quem não sabe, não nos conhecemos pessoalmente a todas) numa situação parecida, me faz ter medo do que me acontecerá daqui pra frente. Medo justamente porque meu passado junto do meu cérebro (nós, pobres animais racionais) me fazem ter memórias e saber exatamente o que eu não quero mais viver.

Mesmo assim as borboletas no estômago enganam! Medrosa e chorona que já sou, receio me apaixonar por alguém a essa altura do campeonato, pois cá entre nós não tenho ânimo para o que pode ser frustrante! Mas sim, me apaixonei por uma pessoa, que embora ele não saiba, seríamos o par perfeito! Pensa num homem lindo! Pensa num cara gostoso! Pensa num cara legal! Pensa num cara inteligente! Desculpem meninas, não sei se são as borboletas ou se ele realmente é isso tudo, mas tenho pra mim que ele é quase o Mr. Perfeitinho!
Como bem disse é quase mesmo! Até porque ele não me dá bola! Já deu um dia! Quando iniciamos, mais ou menos, há um ano atrás, o Mr. DeusGrego não parava de me instigar! Medrosa, não não me abri de imediato, mas o cara tava afim de verdade. Amigas em volta diziam: o cara tá afim de você mesmo!!! Até que um belo sorri, abri meu coração, me entreguei - sem obviamente dizer nada diretamente. Mas nesse momento de deixar as borboletas entrarem no estômago e no meu ser, me fiz transparente e apareceu escrito na minha testa: OTÁRIA!
Foi nesse dia, que ao sair do elevador ele me disse uma coisa direta e inversamente diferente do que ele me dizia e/ou fazia ao ir embora nos outros encontros: Me liga!
Juro gente, murchei na hora! Sabe quando você sente?! E se sente também uma TROUXA por ter refletido tanto, ter pesado tanto e na hora H você ainda se abre?

Mas claro, que eu não me convenci tão fácil e liguei, liguei e liguei. Liguei até semana passada! Não com toda regularidade que vocês estão pensando e não sem ele também me ligar do nada as vezes. Sabe o medo de não ser lembrada?! Pois é.... eu tive! Medo de não saber o que poderia ser se a gente se assumisse, medo de deixar ele ir embora, medo de ir embora e mais uma vez ter deixado passar os potenciais ideais....

Mas, realmente, quando homem quer ele dá um jeito e te acha! Ele não faz gracinha.... só faz gracinha de vez em quando se ele quer te comer de vez em quando. Porque ele não diz coisas nas entrelinhas e nem faz joguinhos (salvo os muleques de plantão!).
Não digo que penei pelo Mr. DeusGrego, mas afirmo que ele ainda é uma nuvenzinha que teima em aparecer para ser comparado com os outros possíveis potenciais a serem desvendados.... tá foda tirar a beleza dos deuses da minha cabeça!
http://letras.terra.com.br/lenine/779454/

E pensando bem os medos aliados aos desafios de querer vencer nos movem!

domingo, 1 de maio de 2011

Uma lagrimazinha de libertação

Esse final de semana estou curtindo uma fossinha à la Adriana Calcanhoto. Faz algumas semanas que decidi romper um casinho que tem lá seus 10 anos. Entre idas e vindas, encontros, desencontros, percebi que alimentar uma história sozinha, por mais descompromissada que seja, desgasta demais, é muita auto-anulação, atrapalha nossa vida profissional e faz a gente gastar horrores em roupa.
Durante tantos anos eu acreditei que o momento de ficarmos juntos de verdade chegaria... e olha que eu esperei... Claro que outras pessoas surgiram nesse meio tempo, algumas por períodos razoáveis, outras só pra fornecer posts divertidos em um blog; mas todos desbancados por um paradigma alimentado por mim.
Muitas vezes estava feliz, pensando "agora vai", mas ele ressurgia aparentemente impulsionado por um sexto sentido masculino, oferecia o mínimo e eu voltava a ficar integralmente disponível para minha fantasia.
Fico pensando no absurdo que é projetar seu tempo em função de um outro que sequer se dá ao trabalho de pensar no que fala. Ora, se disse que vai fazer, faça! Se disse que vai ligar, ligue! Se diz que gosta, aja, no mínimo, com respeito.
Sinto saudade, todo dia é um esforço para lembrar o que me fez tomar essa atitude, refrescar na minha memória as coisas ruins que o Mr. A1 me fez passar todo esse tempo. (Aliás, preciso dedicar alguns posts a essa saga) E vou levando um dia de cada vez.
Hoje fico chateada comigo mesma por ter me sujeitado a tanta falta de respeito, por estar sempre disposta a fazer concessões, por ter aceitado um segundo papel, um sublugar. Enfim, também não vou dizer que não tivemos bons momentos, que não compartilhamos, mas sinto que eu estava nua e ele vestido.
Libertação é um processo de desintoxicação, primeiro a mente, depois o corpo e o coração, passos pequenos, desconstrução cotidiana, um ritual pra recepcionar um amor de verdade, inteiro e real.
A trilha sonora desse post