quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Preparação para eu me apaixonar

Confesso que ando com preguiça de escrever de mim... acho que estou me revendo sem querer me expor, ou me ver de outro ângulo; ando querendo me ver só de dentro de mim.
Enfim, por isso tenho preferido compartilhar coisas que acho legal para o blog ou que eu tenha lido pra mim.
Descobri o Carpinejar recentemente, desculpem meu atraso... e comprei o livro 'O amor esquece de começar'. Primeiro que eu já fiquei lisonjeada que a Martha Medeiros é quem comenta nas orelhas da capa, daí fiquei ainda mais contente com a minha aquisição.
A primeira crônica que me chamou a atenção pelo nome é 'Medo de se apaixonar'.
É ela que  trago aqui.


MEDO DE SE APAIXONAR

Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Medo de não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse liquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve.
Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que havia desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que a criou para aquecer suas mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar.
Você tem medo de se apaixonar e não prever o que poderá sumir, o que poderá desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer – talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprescindível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue.
Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio; afinal, você e o tédio, enfim, se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira reparti-lo com mais ninguém, nem com o passado dele. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que as suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar, mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser altruísta, aniquilada, devastada, e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender a atenção dele. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de falta as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha.
Você tem medo de já estar apaixonada.
Fabrício Carpinejar

sábado, 30 de julho de 2011

O MEL DA VINGANÇA

Já faz algum tempo que a minha amiga do outro lado do mundo (que todo final de semana "vai" escrever o post sobre o causo que foi a gota d´água para criação deste blog) fica me infernizando para eu escrever a continuação da história do Mr. P.A., aquele campeão do post "Profissão: Otário", lembram?!!
  
Depois de parabenizá-lo pelo feito e excluir todos seus números de telefone, tomei um porre, fiquei relembrando nossos momentos, toda química E física que nós tínhamos e não resisti... mandei outro e-mail: "As vezes te odeio por quase um minuto, depois TE QUERO mais!"

EU SEI, EU SEI!!! Me falta a famosa vergonha na cara!!!! Ah, gente, mas é tãããããããoooooo difícil encontrar encontrar um mocinho GATO que saiba transar gostoso... e além disso, Mr. P.A. não é só um corpinho, eu tenho muito apego nele, se é que vocês me entendem! Me dêem um desconto, vai!

Também tem mais, todo cafa, por mais cafa que seja, sabe quando ultrapassa a linha vermelha. Por isso, mesmo que movido por uma culpa fajuta, Mr. P.A. se esforçou para garantir a redenção! E valeu a pena, viu?!!! O rapaz conseguiu se superar! Benzadeus!!!!

E eu, como qualquer mulher bem comida (que horror escrever isso!!!), "esqueci" os infortúnios do caminho e fui levando essa vida de ver o Mr. P.A. de quando em vez!

A vida e as peças que ela nos prega sem aviso, de qualquer jeito, botaram então no meu caminho o Mr. FilhoúnicodemãeBRUXAsolteira. Hoje, pensando, eu até acho que namorar o Mr. Filhoúnico foi mais um ato de desespero, mas, na época, no calor da carência, eu podia jurar que estava apaixonada por ele!

Muito se diz do sexto sentido feminino, mas eu tenho cá para mim que os homens também tem uma percepção mais aguçada, do tipo: tão roubando meu gado! Mr. P.A. deve ter sentido no ar a ameaça e virou uma sarna. Queria me ver de toda maneira!

Eu, tomada pelo lado "menina de família", resisti bravamente. Até contei para ele que estava pseudo-apaixonada, afinal quem resiste a dar uma cutucadinha?!! O que eu não poderia imaginar era a reação do Mr. P.A.! Gente, ele me mandou um e-mail quase humano, falando como o fato de eu ter sido flechada pelo cupido havia lhe sensibilizado, vulnerabilizado e causado grande saudosismo! Ah, quase que meu pobre ego que vive no pé não aguentou!!!!

Mas o Mr. P.A. não se contentou só com isso, continuou insistindo para sair comigo e, como vocês já devem ter notado, o material aqui está longe de ser de ferro. Concordei em encontrá-lo!

Mr. P.A., devido à compromissos profissionais, marcou de me encontrar do outro lado da cidade, onde, segundo ele, um amigo o deixaria para eu pegá-lo. Mas mais uma vez o destino interveio! No dia do crime Mr. Filhoúnico, meu namorado, apareceu em casa, sem mais nem menos, no meio tarde, todo amoroso e me chamou para dar uma escapadela com ele! Agora digam, eles têm ou não têm sexto sentido?!!

A culpa bateu muuuuuuuuuuito forte! Não tinha como eu dispensar meu pseudo-amor-todo-fofo para sair com o outro... e foi nessa hora que eu senti o mel da vingança!

Eu tenho algumas reservas em me classificar como uma pessoa vingativa, prefiro me ver como uma pessoa paciente, muuuuuuuuuito paciente! Minha filosofia de vida é deixar o mundão rodar, porque com a precisão de que 1+1=2  e de que dor de barriga não dá uma vez só na vida, sua hora vai chegar!!!!

Até passou pela minha cabeça ligar ou mandar uma mensagem para Mr. P.A., explicando que o esquema havia miado, mas ele lá teve essa consideração comigo?!!! Não mandei nada! E, para falar bem a verdade, sai com o amore e em certo ponto cheguei até a esquecer do compromisso com Mr. P.A.! Só lá pelas tantas foi impossível conter o sorrizinho quando imaginei ele atravessando a pé a cidade inteira para chegar à casa dele!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Homens... Por Vinícius de Moraes


Sem tempo e paciência para explicitar minhas peripécias, compartilho um texto do Vinícius de Moraes que cabe nas nossas experiências humanas com os ditos cujos HOMENS....
Sei que Vinicius já falou bostas sobre nós mulheres... como por exemplo "As feias que me desculpem, mas a beleza é fundamental", mas é consenso também que ele sabia escrever muito bem!!!!
HOMENS, SEGUNDO VINÍCIUS DE MORAIS
Os Homens.
Os homens bons, são feios.
Os homens bonitos, não são bons.
Os homens bonitos e bons, são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais, estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas...
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro,
são covardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e  NUNCA DÃO O
PRIMEIRO PASSO!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa.
AGORA...
QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?
Moral da História:
" Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e
é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até
que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar "

'Mulheres existem para serem amadas, não para serem
entendidas.'
Vinicius de Morais

Agora me digam choronas... o que nos resta????

domingo, 17 de julho de 2011

Sobre Otários e Sem-noção.

Paulista, amante do sol e do samba, recém-chegada no Rio de Janeiro, fui com uma amiga curtir o Democráticos. Conheci o Otário, que, por coincidência, fazia parte do mesmo Grupo que eu. Tremenda falta de criatividade da vida, mas na hora pareceu presente do destino. Ele dançava gostoso, peguei, abusei e seguimos nos falando.

O Otário era legal, jamais tocou no assunto de compromissos, mas ficou sendo "o cara da vez". Logo, as minhas amigas do cotidiano sabiam da existência dele.

Numa noite qualquer, saí da aula e fui encontrar minha amiga Sem-Noção pra um chope na Lapa. Quando eu cheguei, ela já me esperava com mais duas amigas dela, todas as três muito indignadas, chamando o Otário de cretino-filho-da-puta pra baixo. Isso porque as duas meninas que estavam no carro com a Sem-Noção moravam juntas e nessa casa havia um terceiro elemento, amiga delas: a namorada do Otário.

Pronto, não existia possibilidade de "por favor, não conta pra ninguém". NOT. As meninas estavam sangue no zóio. O circo já estava armado e a mim só cabia esperar pelo espetáculo.

Mas não demorou um dia: gente, esse Otário ficou puto, putíssimo da vida. Obviamente.

Eu, pessoa consciente que sou, mandei um e-mail explicando exatamente como a situação tinha fugido do meu controle e pedindo desculpas pelo acontecido. Ele respondeu puuuuuuto, jurando vingança. Vingou:

O CRETINO-FILHO-DA-PUTA mandou um e-mail para o nosso grupo de trabalho de 40 pessoas espalhadas pelo Brasil: "Comentar para várias outras pessoas sobre experiências sexuais com terceiros é algo vil e digno de pena, ainda mais quando feito como parte de uma vingança por ter sido rejeitada por essa pessoa" (Oi?). Há algum tempo havia uma certa suspeita de que nossas mensagens e discussões estivessem sendo repassadas para a direçao (Oi?). (...) Levanto a possibilidade de que uma pessoa assim seria capaz de tal atitude. (...) Por isso, aviso a todos para tomarem precauções com relação a uma determinada pessoa que faz parte desta lista. Seu nome é..." e pá!, tascou meu nome.

Simplesmente pirei.

Devo ter passado umas três horas gritando em frente ao computador. Eu estava online de casa no momento em que o e-mail dele chegou no do Grupo: eram 17:02. Só tive sangue frio pra tomar uma atitude às 00:36. Seis horas de urros e urros do mais puro ódio!

Passado o surto psicótico, retomei a lady que há em mim: "Caros amigos, sinto muito por vocês. É realmente lamentável que assuntos privados sejam tratados em espaços públicos. Quanto às acusações, limito-me a comentá-las por meio das medidas judiciais cabíveis".

Mas HÁ! Esse mundo dá voltas, minha gente. E, nesse caso, nem demorou: bastaram três meses pra chegar um e-mail intitulado "Trégua": "Eu gostaria de enterrar o passado, se quiser me encontrar para tomarmos um chope e conversarmos, o número do meu celular é tal". Oi? Aff...Nem respondi!

Passaram-se mais uns meses: "Escuta, nos encontraremos periodicamente, vai ficar esse clima? Passado é passado". Desta vez, respondi: "A partir de agora seu endereço eletrônico está bloqueado da minha caixa de entrada". Mas não bloqueei, porque os layouts da web não são tão auto-explicativos como deveriam e acabou passando.

Mudei pra São Paulo e, de tempos em tempos, algum e-mail dele chegava, mas nunca eram respondidos. Porque, afinal, ele está bloqueado. (Partiu!)

Até o dia em que o Grupo foi convocado pra uma reunião em Brasília. Éramos vários, de várias partes do Brasil, mas nos víamos com pouca frequência, então marcamos um chope de que-bom-ver-você, à noite, no bar do hotel. Fatal: eu teria de enfrentar essa parada no cara-a-cara.

Ainda não tinha bolado uma estratégia e estava sem pressa nenhuma. Peguei o celular, o cigarro, e fui pra varanda do quarto. Dei um alô pra mamãe, encostei a porta pra não entrar fumaça, espaireci em um cigarro e, na hora de voltar pro quarto e descer pro bar, me dei conta de que estava presa na varanda, graças a uma porta burra que só abre por dentro. Foi quase uma hora até ser resgatada.

Sento no bar, a Desavisada, recém-chegada no Grupo: "Tem um carioca procurando por você, parece que ele quer muito te ver. Ele saiu, disse que falava com você depois". Meu, vocês estão entendendo? Ele me procurou!!! Pronunciou o meu nome para as pessoas!!! Referiu-se à minha pessoa!!! Moleque-atrevido-idiota-cretino-filho-da-puta! Que parte do NÃO ele não entendeu? Pirei.

No dia seguinte, cheguei pro café-da-manhã, o Otário parado na porta do restaurante, como se tivesse marcado encontro e esperasse esse alguém. Eu, no caso. Mas só passei, linda e placidamente. Nem vi. Nem olhei. (Tinha alguém ali?).
Depois dessa, ele nem tentou mais chegar perto de mim o restante do tempo.

OK. Eu desenhei, ele entendeu, mas não apreendeu: adivinhem quem me solicitou amizade no Facebook esses dias? Meu, NOT!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

VISITANDO A TERRA DO NUNCA

Antes de mais nada, acho adequado justificar minha ausência afinal, alguma otimista incorrigível pode pensar que eu finalmente tomei jeito e abandonei minha existência bizarra. Não-não-não, podem ficar tranquilas, longe disso! A verdade é que estou em crise, em váááárias crises!!!!!

Minhas crises derivam basicamente de uma "crise mor", a crise dos 30! Que sofrimento... desde que minha amiga do outro lado do mundo fez 29 anos (e olha que ela é UM ANO mais velha que eu!), eu vivo angustiada com a possibilidade mórbida de não pertencer mais ao seleto grupo dos 20 e poucos anos. Entendam, a Severina de 12 anos tinha ideias e espectativas sobre os 30 que a Severina de 29 anos e alguns meses não consegue superar!

O que aconteceu com a carreira brilhante, viagens ao exterior, maridão bem sucedido, casa com cerquinha branca e os três filhos?!! Onde, nesses 18 anos que separam os 12 dos 30, eu me perdi?!! Porque não consegui realizar NENHUMA dessas coisas que pareciam tão simples?!!! E a pergunta mais aterrorizante: Será que ainda dá tempo?!!!

O pior é que a crise dos 30 não vem sozinha, ela vem agravada por elementos de ordem física: cabelos brancos, rugas, olheiras, falta de flexibilidade, estrias, celulite, flacidez, manchas de sol, joanetes, gastrite... Cheguei à conclusão que habito um corpo estranho, um corpo que não é o meu!

E, em meio a todo este turbilhão de sentimentos e estranhamento, como é possível identificar o que é opção e o que é desespero??? Eu, como bom ser humano movido pela negação, tendo a querer acreditar que simplesmente faço péssimas escolhas, mas é chegado o momento de admitir que ultimamente tenho sido movida única e exclusivamente pelo desespero, o que me levou ao meu último affair: Mr. Peterpan!

Não sei nem por onde começar... Sabem aquele cara de idade que não cresceu e de quem TODO MUNDO fala mau?!! Folgado, se acha, meia bomba, louco (leia-se: chegado à qualquer tipo de entorpecentes), mulherengo... e por aí vai!

Mas... né?!!! Eu sempre acho que sou muito legal e que comigo vai ser diferente! Conhecem aquela ilusão feminina absurda e irritante de que é possível transformar um sapo em príncipe encantado?!!! Pois é, eu a conheço intimamente!!!

Além disso, vocês já repararam como os homens se transformam no decorrer de um relacionamento?!!! E eu não estou falando em namoro não! Tem ficantes que lá pelo quarto encontro eu simplesmente não consigo mais reconhecer, tamanha a mudança de comportamento.

Mr. Peterpan não foi exceção! À princípio, ligava, me dava super atenção, perguntava sobre o meu dia, me levou para ver a lua, conversou sobre a infância, os medos, as angustias, era carinhoso, interessado... enfim, fez esta criatura carente e desesperada que lhes escreve se sentir o centro do seu universo paralelo! E então, sem mais nem menos, fui apresentada ao lado sapo cururu de que todo mundo falava!

Em pouco mais de três meses de "relacionamento" Mr. Peterpan aprontou de um tudo e de maneira tão cara de pau que eu ria da história sem digerir, simplesmente engolia, que nem comprimido!

A primeira "peripécia" foi em um sabádo que ele ficou de me encontrar no barzinho e... naaaaaaada! Que ódio!!! No manual masculino de como irritar uma mulher deve ter: "Dica 1) diga que vai encontrá-la e a deixe no vácuo. Se possível, não atenda o celular se ela, inconformada, insistir em ligar para saber o que aconteceu!"

Eu achava que nada no mundo podia me deixar mais puta, mas eu sou muito mirim!!! Precisei conhecer o Mr. Peterpan para ele me ensinar que em matéria de cometer atrocidades contra as mulheres o céu é o limite!!!! Dando volta de carro eu não esbarro com ele dando voltinha com outra?!!! Querem saber o que ele fez, né?! Se ele se desesperou, fingiu que não me viu ou tentou se esconder... Não! Ele me abanou a mão!!! E eu fiquei rindo e pensando: "Que mundo civilizado o de hoje em dia!"

Outro dia ele me pediu para levá-lo ao pronto socorro, estava passando mau. Eu levei, mas para evitar aparições públicas (afinal um pouco de amor próprio eu tenho!), falei que ele podia me ligar quando acabasse. Ele não se fez de rogado, umas duas horas depois ele ligou para eu ir buscá-lo. Disse que estava com vontade de comer pizza, parei na pizzaria para ele pedir a pizza! Estranhei ele nem perguntar de que pizza eu gostava, mas eu tinha acabado de comer... Falou então que queria tomar sorvete de groselha, parei na sorveteria! Ele voltou com uma sacola de sorvete de groselha e, acreditem, até me ofereceu um! Parei, então, em frente a casa dele e ele, muito educado, falou "obrigado" e desceu!

Gente, eu juro que senti o sangue escorrer dos meus olhos!!! Poucas vezes tive tanta vontade de bater em alguém!!! Cuspi: "Você é muito folgado! Então agora eu sou sua motorista?!!!" Ele: "Ah, o que foi?!! Como assim motorista???" Eu: "Vai, melhor você descer! Não posso ser vista com você!" Ele: "Me fala quanto é a corrida então!" Eu: "Essa é por conta da casa!" e fui embora jurando nunca mais olhar para cara dele. Mas Mr. Peterpan é gato escaldado, na madrugada e durante todo o outro dia ele ficou mandando mensagem e ligando para se desculpar.

É interessante, porque uma das coisas que eu pude observar no comportamento do Mr. Peterpan é que ele trabalha na base de experiências de tentativa e acerto. Tipo, o que eu já usei com outra mulher em uma situação parecida e deu certo?!! E isso é muito bizarro por dois motivos: 1) dá certo!, 2) inegavelmente, somos nós que criamos esses monstros, pois sempre reforçamos esses comportamentos inaceitáveis!

Mr. Peterpan, no final das contas, foi de grande valia para os meus treinos! É, porque eu decidi que atos de desespero tem que, no mínimo, ter uma função educacional! Não é só chutar o balde e ficar com ressaca moral não! Eu tenho que treinar!!!! Tenho que aprender o que funciona com os merdas para que um dia eu possa usar com um homem de verdade! Mas essa é outra viagem!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Blog do meu alter ego

To muito comovida com esse blog:
http://adoravelpsicose.blogspot.com/
Essa dona traduz todas minhas teorias com suas histórias... vale a pena conferir!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Preguiças advindas da ‘experiência’


Não por falta de causos bizarros que me assolam (aliás, têm me acontecido umas boas ultimamente!),eu tenho escolhido refletir sobre algumas coisas que realmente me dão preguiça de investir em relacionamentos. Com certeza isso é fruto de alguma(s) experiência(s) mal sucedida(s) do passado, além de, é lógico, os 30 anos e pelo menos 15 de casos de envolvimento esquisitos, tentativas, persistências, namoros, ‘peguetes’ e enroscos...
Junto com isso, ainda tem os causos das amigas e até de outras pessoas que nem conhecemos, mas que por vivenciarem fatos tão inexplicáveis, suas histórias correm nos ouvidos de nós mulheres que já estão bastante perplexas com a realidade de relacionar-se.

E o que me dá preguiça hoje em dia? Nossa! Muuuuita coisa!!!! Para vocês terem uma idéia, esses apontamentos que trago abaixo são frutos de coisas que vivenciei e/ou observei em apenas UM MÊS!!!

Entendo primeiramente que essa minha preguiça também me rende o fato de estar solteira, de não ter perspectivas de namorar, casar e ainda depois de ter filhos.... É uma opção, mas também é a falta de opções!

Gente, eu não tenho mais paciência, sei que estou sendo dura, mas não tenho conseguido aturar o RONCO! É fato! Eu tenho ficado com ranço dos caras que acabam de transar e em menos de um minuto dormem! E não obstante o cara ronca!!! Ronca Muuuito!!! Mesmo dando uns empurrões, umas chacoalhadas o cara insiste em por o pé no seu sono!!! Num dá pra querer investir num cara que ronca mesmo dormindo de lado!!!

Preguiça infinita de caras que se apressam! Contam pra família que está te pegando, e as irmãs, as primas e as tias te adicionam no facebook! Além disso, te convidam pra passar um final de semana em família! Por isso eu digo, homens: "isso não pode rolar em apenas dois finais de semana de ‘ficância’!!!"

Outra coisa que sinto falta é de homens com ‘pegada’! Acho que por causa desses lances feminista e de Lei Maria da Penha, que, diga-se de passagem, sou super a favor, mas só em casos realmente necessários, os caras tem medo de pegar! E só porque você é mais independente, é mais ‘muderrrrna’ e até defende as conquistas feministas, os caras tem medo e não te pegam de jeito! Ou é falta de pegada mesmo! Sei lá! Não sei o que move a falta de pegada, mas tenho percebido que se eu falo que sou a favor do movimento feminista os caras arregalam os olhos e parece que no mesmo momento chega uma nuvem de chuva que esfria e muda a abordagem! Parece que ficam com medo de grudar, de morder, de pegar pelo cabelo, tudo de uma maneira gostosa e carinhosa, obviamente, mas por favor mantenham a pegada, néãhn!!!!?

Também tenho preguiça que só caia uns gabirus no meu colo, e quando surge um lindo e gente boa, e que, ainda, por muita(o) sorte azar do destino me dá a maior bola me chamando pra uma carona nota Déixxx, daí você descobre no meio da balada que o cara tem namorada! Não tem de onde tirar disposição gente! Eu juro que eu brocho de pensar em pegar cara que namora! Sou intensa, me apaixono facilmente! Não posso ficar com alguém que não vou poder ligar, que não vou poder tomar uma cerveja em lugares públicos, ou que teria que disputá-lo com a namorada! Não é do meu feitio! Não consigo! Resultado: preguiça de homens lindos com altíssima potencialidade de existir paixão, mas que tem namorada! Por favor, nem xavequem!

Outra coisa chata além de estar chata, com preguiça e ainda morar sozinha, é, dentre outras coisas, não conseguir abrir uma garrafa de vinho!!!! Não sei, não sou forte, não consigo! Assim como não consigo abrir lata de palmito e afins!
Quando numa noite você quer se dar o luxo de brindar a vida consigo mesma, fumar um cigarro, ouvir uma boa música, seu humor já se acaba quando você quebra a rolha do vinho por não saber abrir uma p*#$& de uma garrafa de vinho!

Não ando tendo paciência com homens que te ligam quando bêbados e no outro dia não lembram que te pediram em casamento, e depois que dizem: "Aaaaaahhhhhhh!!! Lembro sim!", eles não se importam em manter o pedido, ou de, pelo menos, demonstrar um carinho digno de quem pede você em casamento no dia anterior!

Enfim, estou com tantas preguiças que se eu ficasse listando meu post seria gigante!!!
Mas como essas e outras preguiças estão me assolando nos últimos meses, imito a tendência da Miss Crab e tento colocar uma música (não consegui postar da outra vez!) para demonstrar o meu bom humor perante a situação!!!