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quinta-feira, 24 de março de 2011

Ah, ele tem namorada? Aviso piscando: vai dar merda!

Carência é foda. A carne é fraca. Invente a desculpa que quiser... mas atire a primeira pedra quem nunca começou uma "aventura" de brincadeira e acabou com o coraçãozinho partido, ou tomounoculegal, pra falar o português claro.

Eu sou perita no assunto. Escolho o cara mais esquisito da roda (assim como a amiga Pombinha), fico ouvindo comentário dos amigos: "meu! Qq vc ta fazendo com esse cara? Você é muuuito pra ele!" Mas saco aquele sorrisinho amarelo argumento que "carência é foda, é só um passatempo"... mas eis que dou conta de tomar toco desses trastes!

Daí que uma época atrás, eu tinha recém-terminado um relacionamento longo e sério, que rendeu muitos frutos, literalmente. Mas como "a carne é fraca e a carência é foda", eu tava louquinha pra arrumar um PA, ou algo do gênero, desde que fosse algo bem discreto, pois não queria tornar nenhum caso público, em respeito ao tal ex.

Até que encontrei a "solução para meus problemas": tinha um rapaz que trabalhava na mesma empresa que eu que começou a me dar bola... e ele tinha namorada. Logo pensei: juntou o útil ao agradável: eu pego o cara, "sacio" minha carência e ninguém fica sabendo, por interesse mútuo.
Um detalhe que não podia faltar: o cara é a personificação do termo BREGA. Sabe daqueles que tem o carro popular branco, mas todo cheio de firula, luz azul, insulfilm, roda brilhante..., usa camisa aberta, (de tecido enrugadinho), com corrente dourada, tem cavanhaque e outras cositas más. Não importava, a história é que ele era gostoso e não ia me encher o saco.

Ter caso com "colega de firma" é aquela coisa: encontrinho na hora do almoço, escapada durante evento corporativo, e aí vai...

O tempo foi passando e os encontros foram ficando mais frequentes. Passamos a ter dia marcado, de vem em quando ele passava pra me pegar na faculdade... Foi assim por mais de 6 meses e com tudo isso é claaaaaro que eu me envolvi. E me envolvi mesmo!

Detalhe: Além de mim, eu sabia que ele saía com outras...

Um belo dia, ele termina com a namorada (um namoro de mais de 8 anos). E nosso caso passou a ser público.

Fomos viajar juntos ema uma "excursão da firma" e ficamos de namoradinhos no fim de semana na serra da canastra... Só-Love-Só-Love.

No final de semana seguinte da viagem, teve uma festa no clube da cidade e o dito cujo me convidou para ir com ele. Eu, amadora como sou, achei fofo e aceitei.

No horário combinado, ele passa em casa com seu carro iluminado e vamos para o "esquenta" no posto com a turma dele: porta-malas do carro aberto, sertanejo rolando e eu achando romantico! Daí, ao chegarmos na festa, percebi q ele não parava quieto do meu lado. Nem uma aproximação, nem um braço laçado nas costas, beijinho, então... nada!!! Mas nenhuma sirene ainda havia tocado.. fiquei na minha curtindo a "buati".

Até q ele fez sinal (sim, ele estava longe, fez sinal) que ia ao banheiro e eu fiquei lá, interagindo com a turma dele. Até que demorou, demorou e eu fui dar uma voltinha. E claro que encontre-o agarrado com outra.

O sangue subiu! Engoli seco e fui lá... dei um tapinha nas costas dele e quando vi, reconheci a outra peça do triângulo amoroso (que depois descobri que era na verdade um pentágono): A bonita também trabalhava na firma! Que agradável.

Não falei nada. Saí vagando pela festa, que de tão fuleira, não tinha um amigo sequer pra me levar pra casa. Apelei pra um conhecido da minha faculdade, que ficou ouvindo minhas lamentações e maledicências o resto da noite.

Mas o mais legal foi chegar na "firma" na segunda-feira e contar pra galera como se deu o fim do romance com as lágrimas rolando e minha chefe falando: ai, eu sabia que não ia dar certo. Eu mereço? Claro que mereço!!!

Por isso, fica aqui meu eterno aviso: quer fazer merda? Vá em frente. Mas evite fazer com pessoas de fora de seu circulo de convivência. É tudo mais fácil e menos humilhante depois que dá errado. E fim!

terça-feira, 22 de março de 2011

PROFISSÃO: OTÁRIO

O texto que vocês estão prestes a ler é recomendado para maiores de 18 anos, pois trata-se de um relato cruel de total desrespeito ao ser humano.

Como muitas mulheres, eu me rendi (na verdade, acho que fui rendida!) à modernidade dos nossos tempos e mantenho aquele famoso moço da manutenção, ou, se preferirem, um P.A., para casos de urgência!

Sem medo de poder parecer convencida, tenho que dizer para vocês: QUE P.A.!!! É a encarnação do amante profissional (lembram da música: "amor sem preconceito, sigilo total, sexo total..."?!!)! Ele é muito gato! Tem horas que imagino estar em um comercial de cuecas! E isso sem falar na pegada! Não, a pegada do moço é daquelas de tirar o fôlego e te deixar sorrindo à toa por uns 3 dias! MAS... Né?! Tinha que ter um "mas"! É cafa que só ele!

Um belo dia, uma sexta a tardezinha para ser mais específica, estava em casa super entediada e resolvi tentar a sorte com o P.A., mandando a seguinte mensagem de texto: "TIM Informa: Enviando para o número xxxx-xxxx (meu celular) a resposta da pergunta: que horas te encontro? vc concorre à uma noite inesquecível! Não deixe de participar!"

Adoro pagar de malandrona, fico toda felizinha! E, convenhamos, a abordagem foi original!!! Bom, nem preciso dizer que grudei no celular esperando a resposta, né?!

Meia hora depois... NADA! Que ódio! Eu não tenho emocional para aguentar essa pressão do celular não tocar, por isso já desliguei ele de uma vez e fui me ocupar com outra coisa. Depois de um tempo, já conformada em ter que ficar em casa assistindo TV, liguei o celular e tinha DUAS chamadas do P.A.! Liguei de volta na hora!

Papo vai, papo vem sobre as ótimas promoções que a TIM estava oferecendo, o P.A. queria que eu o encontrasse em meia hora na casa de uma tia dele em outra cidade. Falei que em meia hora não dava, mas que dentro de uma hora estaria lá e assim ficou combinado!

Tomei banho, sequei o cabelo, calcinha nova, creme, perfume, batonzinho e peguei a estrada! A cabeça voando, sorrisão largo, só imaginando a noitada que me esperava.

Quando eu estava entrando na cidade, liguei no celular para saber se ele já estava na varanda e deu caixa de mensagem. Até aí achei que estava tudo normal, afinal, no melhor estilo "ele não está tão afim de você", bateria de celular acaba quando você mais precisa, não é mesmo?! Tinha certeza que ele ia estar sentado no parapeito da varanda esperando!

Eu virei a esquina da casa da tia dele e, como não tinha nenhum carro estacionado, fui encostando o carro até a outra esquina, onde parei bem em frente à fatídica varanda. Para minha surpresa, ele não estava lá e nem na esquina! Comecei a rir e pensei: veado, vai me fazer esperar!

Desliguei o carro, verifiquei que eu estava no horário, peguei o celular e tentei ligar novamente para ele. Nada, só aquela musiquinha do capeta! Tentei então o outro celular. Chamou, chamou, chamou e ninguém atendeu.

Entendam que toda a cena que eu vou descrever a partir de agora eu assisti estando fora do meu corpo! Foi tão patético que para poder sobreviver e rir disso depois eu tinha que ver de fora, então a minha alma sabiamente saiu do meu corpo e ficou sobrevoando a rua, só observando os acontecimentos.

Liguei de novo nos dois celulares. A mesma coisa: um desligado e o outro ninguém atendia. Comecei a ficar inquieta! Liguei o carro, dei um balão e parei do outro lado da rua, não me perguntem por quê!

Pelo retrovisor vi um homem alto vindo, achei que era ele. Botei a cabeça para fora do carro dando risada e o moço que passou deve ter achado que eu era retardada! Olhei no relógio, já fazia uns 10 minutos que eu tinha chegado. Liguei de novo nos celulares: nada!

Comecei então a tentar me acalmar, negação total: fica calma, jajá ele aparece! Imagina que o cara ia fazer você vir até aqui, com chuva, à toa! Pensa bem, faz pouco mais de uma hora que vocês conversaram, daqui a pouco ele está aí!

NADA... Liguei de novo nos celulares. Vi a hora. Os vizinhos que colocaram as cadeiras na calçada para conversar começaram a me olhar. Olhei no retrovisor procurando por ele na rua. Comecei a fuçar no celular. Vi que uma das vezes que ele me ligou foi de um telefone fixo. Ligo ou não ligo?!! Liguei para uma amiga que mora naquela cidade, perguntei se ele tinha outro parente ali, se ele poderia estar em algum barzinho... NADA!

Liguei no telefone fixo: chamou, chamou e a mãe dele atendeu. Eu queria me matar! Quem fala com a mãe de um P.A.?!! Expliquei que a gente tinha marcado de sair, mas que eu não estava conseguindo falar com ele. Ela falou que já fazia um tempo que ele tinha S A I D O da casa da tia. Comecei a tremer. Perguntei se ele tinha outro celular, mas os números que ela tinha eram os mesmo. Desliguei.

Já tinha S A I D O??? Saido de que verbo? Do verbo acabou a consideração??? É, nessa hora eu fui forçada a superar a fase de negação e comecei a vislumbrar que tinha acabado de tomar o maior toco de toda a minha vida.

Liguei o carro e sai, mas quase no trevo da cidade dei meia volta. Eu não me conformava, não era possível uma coisa dessas, eu tinha que achar ele! Dei várias voltas na cidade. Ah, se eu pego... ia tomar tanto tapa na orelha! Mas nada dele...

Eu não tinha condições de voltar para casa e ficar sozinha com os meus botões, eu ia ficar louca. Eu ainda queria uma explicação, o que podia ter acontecido??? Foi nesse momento em que eu estava totalmente descontrolada que uma amiga me ligou. Comecei a chorar!

Não gente, isso é MUITO BIZARRO! Chorar por causa de homem??? Fazia anooooooooossssss que isso não me acontecia! Minha amiga falou para eu não voltar para casa não, para eu tocar em frente e ir para casa dela que a gente ia pra balada! Foi o que eu fiz!

Os dias que se seguiram foram de total desolação, parecia que a minha alma não voltava para o corpo. Eu era só um corpinho corcunda que vagava inconformado pelo mundo, procurando uma explicação. E pobre do ser desesperado que procura por uma explicação nos dias de hoje!

O que podia ter acontecido naquela hora, naquele exato tempinho que eu demorei para me arrumar e chegar até lá?! Tipo, a mãe do cara não tinha caído e quebrado a bacia, eu falei com ela!!!! Tá, mas então podia ter sido a tia que tinha caído e a mãe dele não sabia de nada porque ele não quis preocupá-la. Mas não dava para mandar uma mensagem escrito "melou o esquema", pelo menos?!! Só "melou" e eu já teria entendido! Tá certo que eu não ia ficar feliz, mas também não ia ficar o trapo que eu fiquei!

A verdade é que não tinha explicação a não ser o absoluto e total desrespeito pelo ser humano. As relações são tão descartáveis hoje em dia que as pessoas se esquecem de ter cuidados básicos com o outro como consideração, gentileza, respeito...

Essa constatação me deixou ainda mais para baixo. Não era de ontem que eu conhecia o P.A. não, já fazia mais de um ano que a gente saia. Eu nunca faria isso com ele, na verdade nunca fiz isso nem com quem eu só tinha visto na balada. Assim, contrariando todos os conselhos, escrevi um e-mail para o P.A. dizendo a única coisa que, na minha opinião, era possível: PARABÉNS!

O que mais eu poderia dizer?! Só me restava parabenizá-lo pela façanha!

Eu sei que o otimista que vive dentro de cada um de vocês espera que ele tenha respondido e esclarecido tudo, mas não! Ele se limitou a mandar um "sorry!" com um smile envergonhado. Não dá vontade de matar?! Depois de mais essa rasguei o verbo, vomitei tudo que estava entalado e então, finalmente, voltei à vida!