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sexta-feira, 8 de abril de 2011

SEM TREMER, POR FAVOR

A primeira vez que fiquei com o Mr Alfie foi um daqueles acidentes: mirei no amigo, vocalista de uma banda, super gracinha e acertei ele! Para falar a verdade até fiquei empolgadinha, ele era uns seis anos mais velho que eu, só usava roupa preta, sempre com cara de mau, tinha piercing e tantas tatuagens que, como diz um amigo, parecia até um gibi! Enfim, era bem diferente dos carinhas que eu costumava pegar, mas ele nem deu muita moral para mim não, então ficou só nisso.

Vários anos depois, numa dessas armadilhas do destino, uma amiga minha namorava um amigo dele e nós nos reencontramos em uma balada. Eu, mamadaça para variar, fiquei super feliz em vê-lo e esbanjei simpatia. Ficamos de novo!

Dessa vez, contudo, Mr Alfie pareceu ficar encantado comigo! Pediu meu telefone e, como eu estava de férias, ligava todo dia para me chamar para ir ao cinema, para tomar sorvete, para ver eu beber cerveja (é, ele não bebe nada alcoólico!), para passear, para ver estrelas, para ficar conversando à toa...

Eu não estava muito afim de nada carnal, se é que vocês me entendem, a pegada não era aquelas coisas... Mas, graças ao meu grande poder de negação e na falta de coisa melhor para fazer, fui me enrolando cada vez mais!

Um dia, então, Mr Alfie me disse que estava tomando conta da casa de um amigo que tinha ido viajar e me chamou para ir lá assistir um filme. Tocaia total! E eu, que não sou de agitar e depois arregar, fui igual a um frango para o abate!

Mr Alfie sequer se deu ao trabalho de ligar a TV! Logo que eu cheguei já quis me mostrar a casa do amigo e acabamos parando no quarto. Blusa pra lá, cotovelada no olho, calça pra cá, esse moço começa a tremer! Gente, um calor, um quarto abafado dos infernos, tava tremendo por quê?!!

Fiquei preocupada... O moço tremia que nem vara verde! Tentei dar um chega pra lá nele, mas o bixão era um treme-treme obstinado! Perguntei então se ele estava com frio (que tosca!) e ele respondeu: Não... acho que eu tô um pouco nervoso... Meu, eu não sabia se eu ria ou se eu chorava!!!!

O cara era bem mais velho que eu!!! Tava nervoso por quê?!! Será que tava com medo de mim??? Ele que tava forçando a barra! Fiquei me sentindo o lobo-mau... Horrível! Bom, nem preciso dizer que ele foi mais rápido que o mocinho da Miss Madre, né?!!! Que falta de recurso...

Mas é claro que a bizarrice não para por ai!!! Na maior cara lavada ele, de imediato, me perguntou: Foi bom para você?! Peluamordideus, quem pergunta essas coisas?!!! Se o cara não sabe se você curtiu ou não é porque a resposta é meio óbvia, vocês não acham?!!!

Vou falar a verdade, eu não tenho a intenção de traumatizar ninguém, mas também não vou ficar mentindo para encher a bola de zé mané, não! Nessa hora não consegui segurar a risada e respondi: Já tive melhores! Qual foi a reação dele??? Achou que eu estava zoando!!!!!! Só comigo...

Depois disso brochei total... Não podia nem lembrar da cara dele, mas vai entender porque o moço apaixonou. Mr Alfie não parava de me ligar e eu comecei a "esquecer" o celular desligado! Ele não teve dúvida, começou a ligar na minha casa!

Comecei então a dar umas desculpas esfarrapadas para não sair com ele, também não adiantou, ele continuava insistindo. Essas coisas me matam... Eu não sei dar fora nos outros! Acreditem, apesar de já ter tomado todo tipo de cortada eu ainda não aprendi como se faz... Eu fico com dó e começo a tentar me convencer que eu sou muito radical, que não custa nada dar uma segunda chance para o moço se redimir...

Péssima idéia em todos os sentidos!!! Dessa vez Mr Alfie nem tremeu, mas num rolava... e, como bom homem que não sabe ler nas entrelinhas, ele entendeu a segunda tentativa como um sinal de que onde passa um boi passa toda a boiada! Ai que ele não parava! Armou para me dar um ovo de páscoa enorme, um inferno... Tive que chamar ele para "A CONVERSA".

Ai, gente, que preguiça... Eu não queria ficar com ele, mas também não despresava o cara. Não queria machucá-lo... Mas como se explica para um rapaz insistente que você não está a fim sem ofendê-lo??? Mr Alfie aceitava de um tudo para ficar perto de mim, até ser meu amiguinho! E eu e minha dó entramos em outra fria!

Não tem nada mais insuportável do que um "amiguinho" esperando você ficar bêbada para te pegar! Dá para sentir a tensão no ar, você fica que nem um rato esperando o bote da cobra! Ah, isso começou a me irritar profundamente... Poucas coisas me deixam tão puta quanto me sentir acuada. Deixei a dó de lado e chutei o balde! Não atendia nem o telefone de casa, minha irmã que se virasse para arranjar uma desculpa e quando ele conseguia me pegar na trairagem (ele era capaz de ligar de outro telefone para não ser pego na bina!) eu era super seca.

 Demorou mais de um ano, mas finalmente ele desistiu! Assim, de vez em quando ele reaparece e pergunta se eu não quero matar a saudade dos "bons" e velhos tempos! Mereço...

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ah, ele tem namorada? Aviso piscando: vai dar merda!

Carência é foda. A carne é fraca. Invente a desculpa que quiser... mas atire a primeira pedra quem nunca começou uma "aventura" de brincadeira e acabou com o coraçãozinho partido, ou tomounoculegal, pra falar o português claro.

Eu sou perita no assunto. Escolho o cara mais esquisito da roda (assim como a amiga Pombinha), fico ouvindo comentário dos amigos: "meu! Qq vc ta fazendo com esse cara? Você é muuuito pra ele!" Mas saco aquele sorrisinho amarelo argumento que "carência é foda, é só um passatempo"... mas eis que dou conta de tomar toco desses trastes!

Daí que uma época atrás, eu tinha recém-terminado um relacionamento longo e sério, que rendeu muitos frutos, literalmente. Mas como "a carne é fraca e a carência é foda", eu tava louquinha pra arrumar um PA, ou algo do gênero, desde que fosse algo bem discreto, pois não queria tornar nenhum caso público, em respeito ao tal ex.

Até que encontrei a "solução para meus problemas": tinha um rapaz que trabalhava na mesma empresa que eu que começou a me dar bola... e ele tinha namorada. Logo pensei: juntou o útil ao agradável: eu pego o cara, "sacio" minha carência e ninguém fica sabendo, por interesse mútuo.
Um detalhe que não podia faltar: o cara é a personificação do termo BREGA. Sabe daqueles que tem o carro popular branco, mas todo cheio de firula, luz azul, insulfilm, roda brilhante..., usa camisa aberta, (de tecido enrugadinho), com corrente dourada, tem cavanhaque e outras cositas más. Não importava, a história é que ele era gostoso e não ia me encher o saco.

Ter caso com "colega de firma" é aquela coisa: encontrinho na hora do almoço, escapada durante evento corporativo, e aí vai...

O tempo foi passando e os encontros foram ficando mais frequentes. Passamos a ter dia marcado, de vem em quando ele passava pra me pegar na faculdade... Foi assim por mais de 6 meses e com tudo isso é claaaaaro que eu me envolvi. E me envolvi mesmo!

Detalhe: Além de mim, eu sabia que ele saía com outras...

Um belo dia, ele termina com a namorada (um namoro de mais de 8 anos). E nosso caso passou a ser público.

Fomos viajar juntos ema uma "excursão da firma" e ficamos de namoradinhos no fim de semana na serra da canastra... Só-Love-Só-Love.

No final de semana seguinte da viagem, teve uma festa no clube da cidade e o dito cujo me convidou para ir com ele. Eu, amadora como sou, achei fofo e aceitei.

No horário combinado, ele passa em casa com seu carro iluminado e vamos para o "esquenta" no posto com a turma dele: porta-malas do carro aberto, sertanejo rolando e eu achando romantico! Daí, ao chegarmos na festa, percebi q ele não parava quieto do meu lado. Nem uma aproximação, nem um braço laçado nas costas, beijinho, então... nada!!! Mas nenhuma sirene ainda havia tocado.. fiquei na minha curtindo a "buati".

Até q ele fez sinal (sim, ele estava longe, fez sinal) que ia ao banheiro e eu fiquei lá, interagindo com a turma dele. Até que demorou, demorou e eu fui dar uma voltinha. E claro que encontre-o agarrado com outra.

O sangue subiu! Engoli seco e fui lá... dei um tapinha nas costas dele e quando vi, reconheci a outra peça do triângulo amoroso (que depois descobri que era na verdade um pentágono): A bonita também trabalhava na firma! Que agradável.

Não falei nada. Saí vagando pela festa, que de tão fuleira, não tinha um amigo sequer pra me levar pra casa. Apelei pra um conhecido da minha faculdade, que ficou ouvindo minhas lamentações e maledicências o resto da noite.

Mas o mais legal foi chegar na "firma" na segunda-feira e contar pra galera como se deu o fim do romance com as lágrimas rolando e minha chefe falando: ai, eu sabia que não ia dar certo. Eu mereço? Claro que mereço!!!

Por isso, fica aqui meu eterno aviso: quer fazer merda? Vá em frente. Mas evite fazer com pessoas de fora de seu circulo de convivência. É tudo mais fácil e menos humilhante depois que dá errado. E fim!

quarta-feira, 23 de março de 2011

QUANDO A SIRENE TOCAR, FUJA!

Época de faculdade. Começo de ano. Toda solteira que se preze (e até as nem tão desimpedidas assim) está preocupada com uma única coisa: se divertir muito na primeira semana de festa-todo-dia e dar aquela espiada nos “bixos” gatinhos que, por favor, Deus!, tenham entrado.

Na minha faculdade, pra ser bem sincera, o tal moreno, alto e outras cositas más nunca apareceu. Se apareceu, resolveu se enfear para não diferenciar na multidão. E foi nesse meio pouco frutífero que eu vi o Mr. M. Bonitinho, fofoleto, sabia dançar... bem meu número! Mas, para a minha surpresa (e de outras), o rapaz não dava moral pra ninguém!

Todo mundo já estava se perguntando qual seria o seu problema, até que descobrimos a existência de uma namorada. Até aí, tudo bem... mas o fato é que o infeliz tinha uma namorada, pasmem, na HOLANDA!!! Era uma daquelas grandes histórias de amor, regada a muito sofrimento pela distância, muito dinheiro gasto com a conta telefônica e quase nenhum vuco-vuco, por assim dizer.

E quem pode com tanto amor assim, não é? Se ele dava seus pulos, tudo era feito com descrição e eu não queria me meter nisso. Assim, mais do que depressa, tirei meu timinho de campo e resolvi ser só amiga do moço, já que ele era mesmo muito gente boa.

Assim o tempo passou, eu me metendo em diversas encrencas amorosas e o Mr. M. iludido feliz com a sua namorada fantasma. Até que um belo dia, depois de mais um relacionamento tragicômico, este digno de anos de terapia (quem sabe não renderá até um novo post!), eu resolvi desencanar! É, desencanar dessa vida de tentar entender os homens e cair de vez na famosa “gandaia”!

Fui pro jogos da faculdade prometendo aprontar pra valer, só pegar caras desconhecidos e nem dar moral para os arroz-com-feijão já conhecidos. Mas foi aí que o Mr. M. apareceu e me beijou! É, assim mesmo, do nada! E pior, ficamos pagando de namoradinho durante a balada toda, acabando com meus planos de independência...

No dia seguinte, minhas amigas estavam felizes, já que todo mundo gostava dele e achavam que, enfim, eu tinha acertado a mão! Eu ainda estava sem saber o que pensar, mas, ponderando bem, a situação podia ser ainda interessante, afinal, ele tinha uma namorada (ainda que quase imaginária) e eu não teria que lidar com sentimentos, cobranças e o blábláblá todo de um casal.

O romance continuou com ele cada vez mais fofo! Até que um belo dia, deitado na minha cama, o moço começou a ficar meio pensativo. Uma sirene de alerta, quase imperceptível, começou a soar na minha cabeça. Mr. M., então, levantou, tirou a aliança da mão e, olhando pra ela, disse: isso aqui não faz o menor sentido!

Ok, que não fazia o menor sentido ele ter uma namorada do outro lado do planeta, todo mundo já sabia! Mas descobrir isso do meu lado, na minha cama, não tava nada bom!! Como assim?? E o nosso caso sem comprometimento, como ia ficar se a gente começasse a ponderar as coisas?? Nessa hora, a tal sirene já estava tocando insanamente na minha cabeça!!!

Depois que o Mr. M. foi embora, eu tomei uma decisão: era hora de acabar! Mas como eu ia fazer isso com ele? Tão bonzinho, tão gente boa... Eu não queria ser a chata da história, mas a sirene não parava e eu sabia que era isso que devia ser feito! À noite ia ter uma festa e eu tinha que terminar o caso.

Mas, cara leitora, a carne é fraca, não é! E na tal festa, ele foi chegando pro meu lado e eu me esqueci de todo o plano bolado durante a tarde. Contrariando todo o barulho infernal da maldita sirene na minha cabeça, fiquei com ele. Na mesma hora ele disse que iria pegar bebida pra mim e eu fiquei esperando. Esperando. Até que uma hora, olhei do outro lado da festa e, pronto, a sirene se calou! Um silêncio mortal se fez, no maior estilo “eu te avisei”! Lá estava o Mr. M. beijando outra, na minha frente!!

Não, não, não... não pode ser! Cutuquei uma amiga. Ela apertou os olhos e disse: é, é o desgraçado mesmo!!! A amiga, tomando todas as minhas dores foi até lá e bateu nas costas dele... você, leitora otimista, acha que o infeliz se importou?? Claro que não, continuou no maior amasso com a menina, nada fantasma dessa vez! Por um momento achei que os dois e a parede fossem se tornar uma coisa só!!!

E eu, euzinha, que não queria magoá-lo, que não sabia como fazer pra terminar tudo, tive uma aula mais do que prática sobre o assunto! E quem chorou por mim?? Parece que o infeliz até chorou um pouco depois, mas minha lição já estava aprendida: bonzinho ou não, QUANDO A SIRENE TOCAR, FUJA!