domingo, 17 de abril de 2011

Era uma vez um P.A.

Acho que estou levando essa história de pomba muito a sério. Essa semana, estava esperando o ônibus no ponto, eis que surge uma pombinha e estaciona ao meu lado. Normalmente elas voam se a gente se mexe ou demonstra incômodo. Essa não. Tirava os piolhos das penas e virava a cabecinha de lado, me encarando.


Talvez quisesse tirar satisfações pelo meu codinome. Expliquei mentalmente que achava interessante a relação com as cagadas humanóides, mas ela não parava de me encarar. Andei um pouco para o lado, pois me senti acuada. Ela veio atrás. Poxa, eu não fiz por mal de escolher esse apelido. Só achei pertinente.


Gru gru gru.... Tira o piolho.... Encara a avatar de pomba querendo se infiltrar na comunidade.


Tive nojo de ela voar em mim e me contaminar com essas doenças de pombo. Medo de pomba no ponto de ônibus, era o que me faltava.


Ufa, chegou meu ônibus. Entrei mais do que depressa e olhei para trás. A pombinha começou a dar seus passinhos na direção da porta, mas por sorte o motorista estava do meu lado e fomos embora rápido.

Só um sapo boi meu causou tanto incômodo com um olhar. E agora a pomba.


E não estou mentindo, ela me seguiu.


Bom, já que estamos no assunto animal, lembrei de um P.A. que já passou pela minha vidinha. Era um bom P.A. Era divertido, bonito, pernas torneadas, inteligente.

Na verdade, só eu achava isso dele. O resto do mundo, exceto a mãe dele, não gostava dele. Achavam que era xarope. “Por favor, se vier aqui, não traga mais ele, porque ele é insuportável”.


Eu, particularmente, achava ele super suportável. Até pela sua performance. Mas acho que com essa parte os outros não se importavam.


Sim, ele já havia sido P.A. de uma gama de pessoas. Umas se arrependiam, outras se divertiam, outras tomavam as dores dele.


O fato é que ele apareceu em um momento de importante libertação para mim. Superação do luto pelo término do namoro e libertação do elemento fogo!!!!


E o P.A., como um P.A. que se preze, dizia que eu estava bonita até nos momentos em que eu estava mais acabada. Podia estar jogada no chão, com remela nos olhos, o dente sujo de feijão preto que ele falava: como esta linda... Isso sim é P.A. treinado!

Mas aí, ficou aquela coisa de namorico que estraga qualquer relacionamento p.a.sístico. Nos afastamos.


Ele até seria uma boa sugestão de P.A. para algumas colegas, mas ele resolveu mudar os rumos da vida e agora está preso.

Um comentário:

  1. preso?!!! mas essa é uma condição nunca antes explorada aqui no blog!!!! hahahahaha!!!!!

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