quarta-feira, 30 de março de 2011

Senninha e eu

Certa vez, cansada da vidinha de comer milho nas pracinhas de costume, aventurei-me por terras além Atlântico. Uma viagem não muito bem planejada, mas promissora. Empolgada, corria com afinco pelos pontos turísticos, tentando fazer daquele mapinha (bem porco) um GPS de papel. “Em 300 metros, pegue o acesso à direita”... Aí, lá ia eu, com um andar peculiar, para lá e para cá, virando o mapa para entender onde eu estava.Sim, eu sou daquele tipo de pássaro que não olha para frente e bate no poste. Gru gru gru....Pow! Ai!


Eis que, em um momento de lazer, bebericava uma boa bebida para pombos, também conhecida como cerveja de trigo, geladinha, quando minha mira se ajustou a um moço. No caso, o alvo era um italiano. Ele e toda a fama de bom amante que os ragazzi carregam consigo.


Ele jogou o milho de pipoca... Mentira. Jogou nada. Eu que olho e começo a fantasiar.


Penso na linda história de amor que eu poderia ter com o barman ou com o mocinho do café da manhã. Quando eu digo que a sirene vermelha não funciona, é verdade. Às vezes ela até toma a forma de amiga, para me ludibriar. Uma má influência para eu testar os limites da “normalidade”.

Quero quebrar os paradigmas. Quero mesmo é o mocinho com o cabelo estranho, parecendo um cachorrinho para eu apertar. Quero um romance eterno com o garçom que serve aqueles palitinhos de couvert. Enfim... às vezes eu viajo.

Mas vou no maior coração aberto, com sentimento puro, sem iludir nem brincar com o sentimento de ninguém. Posso ser um pouco mongol, mas sou verdadeira. Prontinha para bater com a cara no chão, como sempre.


Dessa vez não foi diferente. O moço não era muito bonito não, mas me encantou. Ainda mais depois de algumas cervejas, me encantava mais e mais. Esperava o mocinho até depois do trabalho para podermos sair por aí, desbravando a cidade turística. Rindo sem motivo pelas ruas amanhecendo.

No dia seguinte, quando o via, pensava de novo que ele não era mesmo bonito. Mas me acostumava. Não era feio feio feio, só lhe faltava o dom da simetria facial, digamos eufemisticamente...


Mas como ele me tratava bem. Aliás, perceberam que a gente fica feliz com um simples tratar bem. Estamos tão acostumadas a tomar na cabeça, com tanto desrespeito, falta de consideração e de sinceridade, que qualquer “tratar bem” parece bom. Sempre aquela é mais gostosa, bonita e interessante. Tirando a Paola Oliveira, meu amigo, não fico para trás não. Mentira.


Enfim, o moço me tratou muito bem. Os dias turísticos ao som dos sininhos das fadas da Disney se passaram e acabou rolando um episódio mais quente. Superamos a dopamina e fomos para o testosterona.


Tudo muito bem, muito bom, blusa para cá, blusa para lá (como diria a amiga Miss Madre), quando me levantei para pegar qualquer coisa que não lembro bem {hehehe ;) } e ouvi uma voz suave/tentando ser sexy seguida de uma piscadela: “Ei, amore mio”.


Quando olho para trás, o pavore mio estava pelado usando apenas um capacete amarelo. Sei que é difícil de imaginar. Mas a cena é simplesmente essa: pelado na cama, fazendo pose de malandro, com um capacete amarelo ovo que surgiu não sei de onde.


Gru gru gru gru... Só consegui ouvir os outros pombos caçoando de mim na janela.


Não tive reação. A última coisa que eu esperava era uma fantasia de Senninha naquele momento. Fiquei estática. Inconformada. Nem rir eu conseguia de tão esdrúxulo. O cara era bom... E eu brochei.

terça-feira, 29 de março de 2011

MULHER QUANDO QUER DAR, CONSEGUE... SERÁ?


Essa é uma daquelas frases que todo homem adora repetir: mulher quando quer dar, ninguém segura! Normalmente eles enchem a boca para falar isso, como se fosse alguma vantagem feminina que eles - coitados! - não possuem... algo equivalente ao fato deles poderem fazer xixi em qualquer lugar, enquanto nós sofremos com as limitações físicas.

Mas o fato é que, como toda fêmea sabe, essa história toda não passa de um MITO! Eu ousaria até mesmo dizer que é só a mulher querer dar, para que a Terra estacione e comece a rodar para o outro lado, fazendo com que tudo dê errado!

E isso que eu estou dizendo aqui, cara leitora, pode ser cientificamente comprovado! Comece a pensar em todas as vezes que a senhorita foi depilar, toda serelepe, com uma ideia fixa na cabeça e nada aconteceu! Ou as vezes em que o carinha bebeu demais e não rolou... ou rolou bem mais ou menos! Ou, ainda, aquela vez que tinha tudo para dar certo e até agora você não sabe dizer o porquê, meu Deus, não conseguiu dar pra aquele cara!!!

É bem um desses ‘causos’ que eu passo a relatar aqui... Mr. R não era o que podemos chamar de um rapaz bonito, assim, tipo Gianecchini, mas era regional a sua fama de good kisser! Todas as meninas da cidade (sim, salvo raras exceções, ele pegou todo mundo) eram unânimes em dizer que ali estava o melhor-beijo-da-cidade-e-região!

Ele era um daqueles moçoilos que só de olhar pra cara você já vê que se trata de um CAFA de marca maior! Tipo sedutor, xavequeiro, daqueles que abre a boca e você já arrepia, daqueles que seu sutiã abre sozinho só pelo olhar do rapaz... vislumbrou o drama, né?

Pois bem, eu fui umas das últimas a cair na tentação, mas foi só dar o primeiro beijo, para que eu entrasse direto para o fã clube do rapaz: sim, minha gente, não sei como ele fazia, mas nunca vi um beijo igual até hoje!!! E, obviamente, minha cabecinha insana já pensou: se o beijo é assim, imagina o resto...

E assim foi, ficamos algumas vezes e eu na expectativa do que Mr. R tinha mais para mostrar. Até que um dia, saindo de uma balada, fomos ficar em um lugar que, segundo ele, eu não conhecia. Seria o famoso “lugar mais tranquilo”? Bizarrice nº. 1: claro que não! O tal lugar era uma rua nova que estava sendo aberta na cidade!!! E claro que eu não conhecia, a rua ainda era de terra!!!

Ahhh mas se vocês pensaram que eu ia desistir de dar pro rapaz por causa de um detalhe desses, se enganaram! Eu estava obstinada!!! Fingi que a “rua nova” era super legal e continuei ficando com ele no carro, uhuu, aventura!

Mas foi ai, no meio do balacobaco, tudo funcionando perfeitamente bem, que vem a bizarrice nº. 2: Mr. R parou tudo (parou porque, porque parou?) e disse “Nãoo, você não é menina pra se fazer amor assim, em qualquer lugar. Você é muito especial, eu sempre quis ficar com você e a gente tem fazer de um jeito que seja inesquecível!”

Queeee??? Fazer AMOR, ESPECIAL, INESQUECÍVEL??? Eu não acreditava naquilo, só podia ser praga das bravas... eu só queria dar para o moço, não estava procurando por um conto de fadas (mesmo porque o princeso estava mais para sapo)! No meio da minha incredulidade, até tentei argumentar, mas Mr. R estava irredutível: "não quero ser mais um galo na sua vida"!

Nem preciso dizer que, por fatores externos desconhecidos, nunca mais rolou nada. E foi assim, minhas caras, que sem saber o porquê, eu realizei a grande façanha de NÃO conseguir dar para o maior cafa da cidade! E se essa ainda fosse a única história...

DESVENTURAS DE UM DEDO PODRE

Acho que todo mundo, uma vez ou outra na vida, dá o famoso "passo errado"! Afinal, não dá para adivinhar que o mocinho com cara de 24 na verdade tem 17 anos! Eles ainda não vem com uma plaquinha escrito "dimenor" no peito! Mas, quando seu próprio pai te chama carinhosamente de "curva de rio", alguma coisa deve estar errada!

(Tá, antes que alguém cornete eu vou confessar: eu sabia, EU SABIAAAAA!!! Eu sabia que o menino tinha 17 anos e peguei assim mesmo! Mas, se eu falasse isso eu não ia conseguir o gancho que eu precisava para o texto!) Continuando...

Já comentei com vocês sobre a minha patológica falta de mira. E, cheguei à conclusão que trata-se realmente de uma doença e degenerativa: com o passar dos anos meus dedos indicadores (é, os DOIS!) tem ficado cada vez mais tortos, já estão parecendo quase um parentêsis! O da mão direita cada vez mais envergado para a direita e o da mão esquerda cada vez mais apontando para a esquerda! Apontar para frente ninguém quer!!!

Isso, por si só, já seria um grande problema! Mas, como desgraça pouca é bobagem, no meu caso esse defeito vem acompanhado do fator "quem você acerta"! Ai, tá me dando vergoinha... Digamos que meus dedinhos tem um gosto bastante exótico: jogador de futebol da 8a divisão, desempregado, guardinha de banco, "dono" de uma galeria que vende produtos genéricos... garçons e seguranças então, melhor nem contar!

Um dia desses fui à uma balada open bar! Se alguém ai aprendeu a se comportar nesse tipo de evento, por favor, me dá uns toques, porque eu só passo vergonha! Baixa o pivete esfomiado em mim (nesse caso, ele é mais pé de cana que esfomiado!) e eu vou bebendo tudo que aparece na minha frente. Carregar dois copos para cima e para baixo é básico! Afinal, vai que acaba a bebida antes de eu conseguir entrar em coma, né?!

Nesse dia em particular, fiquei transtornada! Mas, verdade seja dita, nem fiz tão feio assim! Galera tava caindo e vomitando em tudo quanto é pia! Eu "só" estava locaraça e, em certa altura, me vi atracada com um mocinho!

São tantas cagadas que o meu sistema operacional, para me proteger de um colapso, desenvolveu um mecanismo de defesa que seleciona memórias. Assim, no outro dia, eu só consigo lembrar, por exemplo, que falei muita bosta, mas não lembro exatamente quais foram as bostas. Isso acaba me poupando de tentar suicídio ou morrer de vergonha! Contudo, apesar de ser testado à exaustão, esse mecanismo ainda não é infalível! Sempre aparece um "flash" ou outro para me atormentar!

No dia seguinte à balada open bar, acordei com uma espécie de mantra na cabeça: pedreirocasadoisfilhos, pedreirocasadoisfilhos, pedreirocasadoisfilhos... Gente, meu eu tava querendo me sabotar! Não era possível... que porcaria de sistema é esse que deixa a pessoa lembrar de uma coisa dessas?!!!

Fiquei gelada na hora! Só vinha a imagem do meu pai balançando a cabeça, à mente! Liguei para uma amiga do outro lado do mundo na esperança de ouvir o bom e velho discurso do consolo: "desencana... todo mundo faz cagada de vez em quando!" Ah, mas a bonitinha não leu o script direito, mandou um: "nossa, tá até me dando palpitação ouvir suas histórias ultimamente!" Como assim?!! Não bota mais pilha!!! Quer me desestabilizar de vez?!!

Bom, não tinha dado tempo de eu prometer que nunca mais ia beber nem sair de casa, o celular tocou. Meu alter ego me sacaneia muuuuuito... Não basta escolher a dedo, tem que dar o celular para o cara!!! Não atendi nenhuma das QUATRO vezes que o moço ligou.

A esta altura, não me restava alternativa senão conversar com as companheiras de balada para saber a dimensão do bafo. Resumindo, todo mundo tinha dado uma escorregadela (nada como não ser a única nessas horas!), das quatro só uma tinha visto eu ficando com o cara e me garantiu que ele era SEPARADO. Finalmente um pouco de alento! E, como bom ser descontrolado que sou, nessa hora já começa a me dar coceira para aprontar denovo!

No meio da semana o pedreiroseparadoisfilhos ligou novamente. Já sem tanto medo, atendi o celular e marquei de encontrá-lo! Não façam essas caras, eu já avisei que não tenho limite!

A cidade do moço é daquelas que ficam dos dois lados da estrada, sabem?! De um lado fica a cidade e do outro o bairro, digamos assim. Eu, particularmente, só conhecia a cidade. Mas o moçoilo queria me levar em um barzinho "doládelá" para tomar a tal torre de chopp. Pensei, pensei e... vamos que vamos!!! Tô na pista para negócio!

Uma chuva que Deus mandava... quase não dava para sair do carro. Mas, todo ser aventureiro tem que se adaptar rápido ao ambiente e foi exatamente isso que eu fiz! O barzinho era simples, mas muito limpinho, a torre de chopp era gelada e barata e, superado todo o estranhamento inicial de se ver novamente alguém que não se conhece, o papo se desenrolava aos trancos e barrancos.

Ah, mas derepente todas as luzes vermelhas, holofotes, sirenes e tambores começaram a piscar e a soar!

Eu explico: um rapaz se aproximou da mesa e perguntou se nós sabiamos quanto estava o jogo, ao passo  que o pedreirodoisfilhos respondeu que não. O moço então, muito engraçadinho, comentou que só homem muito apaixonado não presta atenção no futebol e eu, muito inocentemente tosca, dei risada. Pra quê?!!!! O doisfilhos começou a perguntar se o rapaz tava me paquerando, de onde eu conhecia ele...

Eu, embasbacada com a reação, olhei para trás, para o moço, me perguntando se eu tinha ficado louca de vez. O doisfilhos se revoltou ainda mais: porque vc fica olhando para trás, fica olhando para outro na minha frente, blábláblá... Depois disso emburrou e não falava mais comigo. Momento Almodóvar total!

Fiquei super revoltada, sem entender nada... Nisso o rapaizinho (que devia estar com comixão) passou para ir ao banheiro. Chamei ele na hora, o doisfilhos arregalou os olhos e eu perguntei: moço, faz favor, você conhece algum de nós dois? O rapaz, também sem entender nada, olhou bem para a gente e disse que não, que ele só queria saber quanto estava o jogo.

Vocês querem saber qual foi a reação do doisfilhos?!!! Melhor vocês sentarem! Ele quis saber se eu não gostava de "namorado ciumento"!!!!! É pra acabar... "Namorado"??? De onde saiu isso, minha gente?!!! As vezes eu acho que é só comigo que a bizarrice nunca tem fim...

Eu sei que eu posso parecer sem noção, que as vezes eu chuto o balde com um pouco de força demais, mas eu tenho muito apego à minha vidinha severina! Tô fora de gente louca!

domingo, 27 de março de 2011

Dez fundamentos para os homens

1 - Não diga que vai ligar no dia seguinte se existe a possibilidade de não ligar.

2 - Não diga que faz planos de viajar ou de ficar junto ou de que irá apresentar aos seus melhores amigos se não desejar isso do fundo do coração.

3 - Quando estiver pegando, paquerando, namorando ou quando estiver casado Não xaveque as melhores amigas ou qualquer mulher de uma mesma roda de amigas.

4 - Se não quiser mais, verbalize isso com todas as letras!

5 - Não convide uma mulher pra uma festa se pretende pegar outra.

6 - Não beije outra mulher na frente de sua peguete, de sua namorada, de sua mulher ou até mesmo da sua ex.

7 - Não combine um encontro se existe a possibilidade de dar balão.

8 - Nunca xaveque todas mulheres da balada e muito menos de uma mesma roda para ver qual delas irá cair.

9 - Não diga uma coisa num dia e faça completamente outra no dia seguinte.

10 - Não duvide, a VERDADE É SEMPRE (mesmo que dolorida no início) a melhor maneira de respeitar e de fazer-se respeitado.

sexta-feira, 25 de março de 2011

NÃO BASTA JOGAR, TEM QUE TROCAR A CAMISA!

Recentemente várias amigas cometeram orkuticídio e uma das razões pela qual ainda me mantenho "viva" são as comunidades. Adooooro minhas comunidades! Elas dizem tanto sobre o meu jeitinho sarcástico de ser! Dentre as minhas favoritas estão: "Tenho pneu, que avião não tem", "Dear God, please make everyone die!" e "É fazendo merda que aduba a vida"!

Essa última, acho que vou pedir para constar na minha lápide: F.M.A.V.! Porque, francamente, tem dias que eu rezo para que existisse uma alma caridosa que tirasse o adubo da minha mão. A pessoa SEMPRE passa dos limites! Quando meu alter ego aparece então... já foi!

Uma vez, em um barzinho, tinha um pessoal divulgando uma festa e eu encanei que queria a camiseta da balada. Papo vai, papo vem, toma uma cervejinha, uma vodkiquinha, outra cervejinha, vira uma pinguinha, o alter ego se apodera do corpo, o dono do bar quer fechar, é cedo para ir embora, outros seres possuídos sugerem beber na pracinha...

Claaaaaaaro!!!! Por que não?! É uma ótima ideia!!!!

Bom, numa dessas as amigas com bom senso já tinham cansado de falar que já era tarde, que era melhor o alter ego dormir, bláblábláblá e foram embora. Gente, alter ego que se presa não tem sono, só quer dançar, dançar, dançar... Meu alter ego, além de tudo, é a pessoa mais sociável que existe, acha tudo normal, todo mundo legal, acha que nada de ruim nunca vai acontecer com ele!

E como que se chega na tal da pracinha?!!! De carona com um gatinho simpático e desconhecido, claro! Só medindo o moço! Mas cadê o foco?!

Isso eu tenho que reconhecer que não é culpa do alter ego, eu sou ruim de mira em qualquer ocasião! É eu mirar em um peão para ficar com outro! Minha falta de pontaria é im-pres-sio-nan-te, deve ser patológica! Eu invejo aquelas meninas que chegam na balada, dão uma avaliada geral no ambiente, miram o moço e acertam com precisão cirúrgica! São praticamente uns tomahawk!

Dessa vez, contudo, minha distração foi justificável porque estava na pracinha ninguém menos que um dos mocinhos com a camiseta da festa que eu cobiçava! Se sóbria eu já estava encanada, imagina bebaça! Eu sei que vocês devem estar imaginando uma camiseta neon, tridimensional, muito da hora, mas, lamento decepcioná-los, estamos falando de uma REGATA MARROM com logomarcas! Por que a encanação?, seria a próxima pergunta?! Não sei!!!!! Encanação é encanação!

Bom, óbvio que eu fui conversar com o moço! Na hora que ele me falou quem ele era, uma surpresa! Tratava-se de um mocinho muito famoso, digamos assim, sabe daqueles que estão "na moda"?!!! Foco na camiseta.

Eu impreguinei tanto o moço que, para se livrar de mim, ele disse que trocava de camiseta comigo! Coitado, ele não conhecia meu alter ego... Topou na hora! Se jogadores de futebol trocam de camisa no final do jogo, porque que eu não poderia?!!! Super normal!

Para sermos mais "discretos" fomos atrás de uma àrvore, de um bambú, na verdade, de tão fina que a árvore era! Mas, bêbado acha que é invisível...

Falei para o moço que ele tinha que tirar a camiseta dele primeiro e desvirar ela para eu vestir. Meu, na hora que eu tirei minha blusa eu senti a pressão! O moço arregalou os olhos e soltou um: "Noooossa!" Toda a galera que também tava na pracinha olhando... Até meu alter ego sem noção sentiu que tinha feito cagada.

Enquete: quem acha que eu sabiamente voltei atrás e fiquei vestidinha com a minha roupinha? Gente, claro que não!!! Tá no inferno, abraça o capeta! Ainda lembro da emoção de finalmente vestir a regata marrom!

Depois disso fiquei feliz e saltitante com a minha blusinha nova e o mocinho famoso que nunca devia ter visto mulher tão louca começou a rodear!

Tá, aqui tenho que tocar em um assunto tabu! Apesar de toda minha aparente liberdade, eu era uma jegue amarrada! E não eram cordas que me prendiam não, era a mais profunda e enlouquecedora obcessão pelo meu namorado. Eu até agitava, mas a verdade é que eu só tinha olhos para o meu trasteamor. Trair não era palpável, eu não achava que era nem uma opção...

MAS... Né?!!!!

Quem resiste a um mocinho-famoso-de-moletom-emprestado-para-não-morrer-de-frio falando no cangote?!! Nem eu!

Enquanto isso, minha irmã estava de carro me procurando. Ela passou várias vezes na pracinha, só que ela não acreditava quando o namorado dela falava que a moçoila de regata marrom atracada com um rapazinho era eu!

No outro dia o telefone de casa não tocava, ele gritava sem parar! Nada como bons amigos para ajudar o ser humano a superar uma ressaca moral, não é mesmo?! Gracinhas como: "com quantas camisas você chegou em casa ontem?!!" eu respondi aos montes! Mas isso, no fim, eu tirava de letra. Se eu conseguisse parar de chorar por ter traído o traste, claro!

Meu primeiro amor....

Digo desde já, cara leitora, que essa é apenas uma das histórias B-I-Z-A-R-R-A-S que assolam a minha vida!

Vamos começar pela primeira! Primeira de tudo: meu primeiro episódio nesse blog, meu primeiro amor e a minha iniciação sexual!
Estava eu comemorando meus 15 anos, num exato dia de sábado! Nesse dia conheci o Mr. B. Ele tinha seus 20 anos! Bonito, gostoso (trabalhava de salva-vidas num parque aquático famoso em SP - só pra dar uma idéia do DeusGrego!!!), cheiroso e todas essas características supervalorizadas quando se tem 15 anos e seus hormônios estão gritando!
A paquera foi se desenvolvendo e quando percebemos não estávamos ficando com mais ninguém além de nós dois. Apaixonadaça pelo gatinho da cidade, que te leva de carro pra cima e pra baixo, que te liga todos os dias, etc...

 1ª QUEDA: Ele pegava minha melhor amiga da época! Não só pegava ao mesmo tempo em que me pegava, como a cidade inteira sabia! E eu, que devo ter escrito PALHAÇA na testa, era a unica que não sabia!

Nisso eu já estava completando meus 16 anos, onde minhas outras mui amigas armaram uma festa surpresa na casa daquela melhor amiga. Claro que ele foi e o barraco foi armado! Taquei uma latinha de cerveja cheia na perna da traidora..... o Mr. B., brincando, jogou o meu bolo de aniversário na minha cara! Foi um perfeito Festival de Gentilezas! Olha gente, já era pra eu ter parado por ai né? Mas não parei! Aliás essa é uma característica minha, eu não piso na merda, eu dou um jump de cabeça!

Passado isso, pedi pra ela não ficar mais com ele... humilhação era pouco pra mim... e mesmo assim ele ficava comigo e com ela ao mesmo tempo... mas eu não sabia que ele continuava com ela... Depois descobri de novo, e meu mundo caiu de novo. 2ª QUEDA. Uma bad atrás da outra. Meu primeiro amor, minha melhor amiga que agora confessava que amava ele, etc etc etc...

Depois disso mudei de cidade pra fazer faculdade. num belo dia em uma das idas pra minha cidade nos despedimos pois ele iria mais uma vez morar fora do Brasil... no mesmo país em que essa minha melhor amiga daquela época também estava morando.... coincidência??? CLAROQUENÃO! Eles se casaram!!!! A-HÁ! 3ª QUEDA!

Fico muito feliz que o casamento não tenha durado 3 meses! Até porque ela me convidou pra ser madrinha do casamento que fariam posteriormente no Brasil! Tem gente que nasce pra ser sem-noção nessa vida! Mas mesmo antes de marcarem o casamento no Brasil, obviamente que eu não aceitei o convite.

A partir dessa primeira MARAVILHOSA experiência de amor, eu comecei a aprender a me atentar aos sinais vermelhos que piscam desesperadamente na nossa frente.... mas confesso que ainda não fiquei boa nem nas outras relações e nem nessa que teve continuidade até o ano passado.

2010 ele vem visitar os pais no Brasil e nos achamos no Facebook. Marcamos de nos ver. Achei que não sentiria mais nada, mas meu querer ver o sinal vermelho de nada adiantou. Ficamos juntos todos os finais de semana que ele esteve no Brasil.... E no primeiro beijo da sua volta, eu voltei a sentir toda a beleza de gostar de alguém que já se conhece ('com sabor de fruta mordida')......
MAS num dia em que não nos encontramos, adivinhem: ele ficou com uma amiga da MINHA roda de amigas. Discutimos, relembramos o passado, e então pensei que essa mina não era minha amiga e que portanto o passado não estava se repetindo - foi aí de novo que meu sinal vermelho pifou, mesmo com o meu anjo protetor tentando me alertar de mais uma QUEDA. Enfim, praticamente consentimos que seria muito legal se eu fosse embora para o país que ele está morando.

Deixei ele no aeroporto. Trocamos emails sucessivamente. Então eu avisei a minha família inteira que iria morar fora do Brasil, que eu não podia viver um amor pela metade, que eu tinha medo de deixar aquilo passar. Então mandei um email tateando a minha decisão, e o que eu escuto? Cri, cri, cri de duas semanas... pressionei.... e então veio a 4ª QUEDA: depois de muito blá-blá-blá ele diz 'você é uma grande amiga que nunca sairá do meu coração!' E depois de uns meses muda o status do relacionamento no Facebook, 'Mr. B. está num relacionamento sério'.

É de matar né não?! Doze anos de capote de um mesmo cara!!!! Por isso Miss Kessy! Pois quando quero eu resisto muito com o osso definhado na boca e não esqueço fácil!
Que venham sempre mais e mais sinais vermelhos!!!!! E que eu os escute!!!!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

CAGADA MUSICAL

Pombinha branca, o que está fazendo?
Arrumando um love para o casamento
Vou me lavar, vou me maquiar
Vou para a chopada para paquerar.


Passou um cara de boné branco
Nada sarado, meu namorado.

Mandei entrar, mandei sentar,
Pegou um homem, sai daí seu viadão,
Tenha mais consideração,
Não foda mais meu coração – ão – ão!

Ah, ele tem namorada? Aviso piscando: vai dar merda!

Carência é foda. A carne é fraca. Invente a desculpa que quiser... mas atire a primeira pedra quem nunca começou uma "aventura" de brincadeira e acabou com o coraçãozinho partido, ou tomounoculegal, pra falar o português claro.

Eu sou perita no assunto. Escolho o cara mais esquisito da roda (assim como a amiga Pombinha), fico ouvindo comentário dos amigos: "meu! Qq vc ta fazendo com esse cara? Você é muuuito pra ele!" Mas saco aquele sorrisinho amarelo argumento que "carência é foda, é só um passatempo"... mas eis que dou conta de tomar toco desses trastes!

Daí que uma época atrás, eu tinha recém-terminado um relacionamento longo e sério, que rendeu muitos frutos, literalmente. Mas como "a carne é fraca e a carência é foda", eu tava louquinha pra arrumar um PA, ou algo do gênero, desde que fosse algo bem discreto, pois não queria tornar nenhum caso público, em respeito ao tal ex.

Até que encontrei a "solução para meus problemas": tinha um rapaz que trabalhava na mesma empresa que eu que começou a me dar bola... e ele tinha namorada. Logo pensei: juntou o útil ao agradável: eu pego o cara, "sacio" minha carência e ninguém fica sabendo, por interesse mútuo.
Um detalhe que não podia faltar: o cara é a personificação do termo BREGA. Sabe daqueles que tem o carro popular branco, mas todo cheio de firula, luz azul, insulfilm, roda brilhante..., usa camisa aberta, (de tecido enrugadinho), com corrente dourada, tem cavanhaque e outras cositas más. Não importava, a história é que ele era gostoso e não ia me encher o saco.

Ter caso com "colega de firma" é aquela coisa: encontrinho na hora do almoço, escapada durante evento corporativo, e aí vai...

O tempo foi passando e os encontros foram ficando mais frequentes. Passamos a ter dia marcado, de vem em quando ele passava pra me pegar na faculdade... Foi assim por mais de 6 meses e com tudo isso é claaaaaro que eu me envolvi. E me envolvi mesmo!

Detalhe: Além de mim, eu sabia que ele saía com outras...

Um belo dia, ele termina com a namorada (um namoro de mais de 8 anos). E nosso caso passou a ser público.

Fomos viajar juntos ema uma "excursão da firma" e ficamos de namoradinhos no fim de semana na serra da canastra... Só-Love-Só-Love.

No final de semana seguinte da viagem, teve uma festa no clube da cidade e o dito cujo me convidou para ir com ele. Eu, amadora como sou, achei fofo e aceitei.

No horário combinado, ele passa em casa com seu carro iluminado e vamos para o "esquenta" no posto com a turma dele: porta-malas do carro aberto, sertanejo rolando e eu achando romantico! Daí, ao chegarmos na festa, percebi q ele não parava quieto do meu lado. Nem uma aproximação, nem um braço laçado nas costas, beijinho, então... nada!!! Mas nenhuma sirene ainda havia tocado.. fiquei na minha curtindo a "buati".

Até q ele fez sinal (sim, ele estava longe, fez sinal) que ia ao banheiro e eu fiquei lá, interagindo com a turma dele. Até que demorou, demorou e eu fui dar uma voltinha. E claro que encontre-o agarrado com outra.

O sangue subiu! Engoli seco e fui lá... dei um tapinha nas costas dele e quando vi, reconheci a outra peça do triângulo amoroso (que depois descobri que era na verdade um pentágono): A bonita também trabalhava na firma! Que agradável.

Não falei nada. Saí vagando pela festa, que de tão fuleira, não tinha um amigo sequer pra me levar pra casa. Apelei pra um conhecido da minha faculdade, que ficou ouvindo minhas lamentações e maledicências o resto da noite.

Mas o mais legal foi chegar na "firma" na segunda-feira e contar pra galera como se deu o fim do romance com as lágrimas rolando e minha chefe falando: ai, eu sabia que não ia dar certo. Eu mereço? Claro que mereço!!!

Por isso, fica aqui meu eterno aviso: quer fazer merda? Vá em frente. Mas evite fazer com pessoas de fora de seu circulo de convivência. É tudo mais fácil e menos humilhante depois que dá errado. E fim!

quarta-feira, 23 de março de 2011

QUANDO A SIRENE TOCAR, FUJA!

Época de faculdade. Começo de ano. Toda solteira que se preze (e até as nem tão desimpedidas assim) está preocupada com uma única coisa: se divertir muito na primeira semana de festa-todo-dia e dar aquela espiada nos “bixos” gatinhos que, por favor, Deus!, tenham entrado.

Na minha faculdade, pra ser bem sincera, o tal moreno, alto e outras cositas más nunca apareceu. Se apareceu, resolveu se enfear para não diferenciar na multidão. E foi nesse meio pouco frutífero que eu vi o Mr. M. Bonitinho, fofoleto, sabia dançar... bem meu número! Mas, para a minha surpresa (e de outras), o rapaz não dava moral pra ninguém!

Todo mundo já estava se perguntando qual seria o seu problema, até que descobrimos a existência de uma namorada. Até aí, tudo bem... mas o fato é que o infeliz tinha uma namorada, pasmem, na HOLANDA!!! Era uma daquelas grandes histórias de amor, regada a muito sofrimento pela distância, muito dinheiro gasto com a conta telefônica e quase nenhum vuco-vuco, por assim dizer.

E quem pode com tanto amor assim, não é? Se ele dava seus pulos, tudo era feito com descrição e eu não queria me meter nisso. Assim, mais do que depressa, tirei meu timinho de campo e resolvi ser só amiga do moço, já que ele era mesmo muito gente boa.

Assim o tempo passou, eu me metendo em diversas encrencas amorosas e o Mr. M. iludido feliz com a sua namorada fantasma. Até que um belo dia, depois de mais um relacionamento tragicômico, este digno de anos de terapia (quem sabe não renderá até um novo post!), eu resolvi desencanar! É, desencanar dessa vida de tentar entender os homens e cair de vez na famosa “gandaia”!

Fui pro jogos da faculdade prometendo aprontar pra valer, só pegar caras desconhecidos e nem dar moral para os arroz-com-feijão já conhecidos. Mas foi aí que o Mr. M. apareceu e me beijou! É, assim mesmo, do nada! E pior, ficamos pagando de namoradinho durante a balada toda, acabando com meus planos de independência...

No dia seguinte, minhas amigas estavam felizes, já que todo mundo gostava dele e achavam que, enfim, eu tinha acertado a mão! Eu ainda estava sem saber o que pensar, mas, ponderando bem, a situação podia ser ainda interessante, afinal, ele tinha uma namorada (ainda que quase imaginária) e eu não teria que lidar com sentimentos, cobranças e o blábláblá todo de um casal.

O romance continuou com ele cada vez mais fofo! Até que um belo dia, deitado na minha cama, o moço começou a ficar meio pensativo. Uma sirene de alerta, quase imperceptível, começou a soar na minha cabeça. Mr. M., então, levantou, tirou a aliança da mão e, olhando pra ela, disse: isso aqui não faz o menor sentido!

Ok, que não fazia o menor sentido ele ter uma namorada do outro lado do planeta, todo mundo já sabia! Mas descobrir isso do meu lado, na minha cama, não tava nada bom!! Como assim?? E o nosso caso sem comprometimento, como ia ficar se a gente começasse a ponderar as coisas?? Nessa hora, a tal sirene já estava tocando insanamente na minha cabeça!!!

Depois que o Mr. M. foi embora, eu tomei uma decisão: era hora de acabar! Mas como eu ia fazer isso com ele? Tão bonzinho, tão gente boa... Eu não queria ser a chata da história, mas a sirene não parava e eu sabia que era isso que devia ser feito! À noite ia ter uma festa e eu tinha que terminar o caso.

Mas, cara leitora, a carne é fraca, não é! E na tal festa, ele foi chegando pro meu lado e eu me esqueci de todo o plano bolado durante a tarde. Contrariando todo o barulho infernal da maldita sirene na minha cabeça, fiquei com ele. Na mesma hora ele disse que iria pegar bebida pra mim e eu fiquei esperando. Esperando. Até que uma hora, olhei do outro lado da festa e, pronto, a sirene se calou! Um silêncio mortal se fez, no maior estilo “eu te avisei”! Lá estava o Mr. M. beijando outra, na minha frente!!

Não, não, não... não pode ser! Cutuquei uma amiga. Ela apertou os olhos e disse: é, é o desgraçado mesmo!!! A amiga, tomando todas as minhas dores foi até lá e bateu nas costas dele... você, leitora otimista, acha que o infeliz se importou?? Claro que não, continuou no maior amasso com a menina, nada fantasma dessa vez! Por um momento achei que os dois e a parede fossem se tornar uma coisa só!!!

E eu, euzinha, que não queria magoá-lo, que não sabia como fazer pra terminar tudo, tive uma aula mais do que prática sobre o assunto! E quem chorou por mim?? Parece que o infeliz até chorou um pouco depois, mas minha lição já estava aprendida: bonzinho ou não, QUANDO A SIRENE TOCAR, FUJA!

Feliz dia dos namorados!

Às vezes penso que sou uma pomba. Ando por aí, desengonçada, com umas doencinhas, no meio de várias outras pombas, fazendo cagadas nos lugares por onde passo, principalmente na minha própria vida. Não que eu queira, mas o bizarrocosmo me leva a isso...

Até que tento ser um pássaro normal, mas meus instintos não deixam.


Fico olhando daqui de cima e nada me atrai muito. Mas tem dia que estou disposta a me aventurar nas correntes de vento do amor. Confesso que tomo muitos capotes. Perco asa, perco pena. Ganho pouca coisa, dentre elas, rugas e motivo para rir da minha própria “sorte” com os amigos.


Na verdade, tenho quase certeza de que sou o cocô do pombo. Ácido.


Observando os mocinhos, sempre o mais esquisitinho atrai. Talvez porque já saiba que o bonitão gostosão vai dar problema muito cedo. O esquisitinho vem, mostra o rebolado, mostra as boas qualidades, joga o milho e a pomba senta na estátua para ver mais de perto. A estranheza é um charme.


Essa tal de luzinha vermelha que pisca quando a coisa não cheira bem... Eu não tenho. É incompatível com o meu sistema operacional. Sou da natureza. Quero mesmo é achar o pombo que vai virar príncipe.


Parêntesis: sei que o príncipe não existe, mas insistiram tanto nos contos de fadas que mal consigo duvidar. Mesmo que o príncipe seja o Shrek.


O moço joga o milho. Milho de pipoca. Aí sim!!!

A pomba apaixona! Tira o campo de força e se entrega. O tempo passa, ano passa e a pomba cada vez mais se envolve. Nada como viver um primeiro amor assim... Flutuando com o pombinho, totalmente apaixonada. Pela primeira vez, algo “sério”! Parabéns, pomba!!!!


Por falar em parabéns, véspera de dia dos namorados. Que data propícia para externar o amor. Pomba prepara uma surpresa para seu amado, mas é ela quem recebe a surpresa: mais uma pombinha namora o pombinho! Pomba com cara de pomba de pracinha abandonada de velho oeste.


Ah, e descobre isso porque o namorado estava em um churrasco com a terceira envolvida. A mãe dele liga e manda ele voltar para casa e se explicar. Explicações com cheiro de churrasco e cerveja, e porque a mãe mandou. Que delícia.


Mas certo está o pombo que é pombo macho. Tem que preservar a espécie. A pomba que se f***. Quem mandou ter sentimentos...


A pomba ainda teve que dormir na toca do pombo, porque a coisa era tão feia na época que não tinha nem como voltar para o seu ninho.

Se não bastasse, no dia seguinte, a pomba sogra insistiu para que tomasse café da manhã lá. Para quê? Para a família inteira poder apreciar sadicamente a cara de m**** de uma pombinha com cifrinhos públicos em pleno dia dos namorados.


Nada como viver um primeiro amor assim...

Ácido!

terça-feira, 22 de março de 2011

PROFISSÃO: OTÁRIO

O texto que vocês estão prestes a ler é recomendado para maiores de 18 anos, pois trata-se de um relato cruel de total desrespeito ao ser humano.

Como muitas mulheres, eu me rendi (na verdade, acho que fui rendida!) à modernidade dos nossos tempos e mantenho aquele famoso moço da manutenção, ou, se preferirem, um P.A., para casos de urgência!

Sem medo de poder parecer convencida, tenho que dizer para vocês: QUE P.A.!!! É a encarnação do amante profissional (lembram da música: "amor sem preconceito, sigilo total, sexo total..."?!!)! Ele é muito gato! Tem horas que imagino estar em um comercial de cuecas! E isso sem falar na pegada! Não, a pegada do moço é daquelas de tirar o fôlego e te deixar sorrindo à toa por uns 3 dias! MAS... Né?! Tinha que ter um "mas"! É cafa que só ele!

Um belo dia, uma sexta a tardezinha para ser mais específica, estava em casa super entediada e resolvi tentar a sorte com o P.A., mandando a seguinte mensagem de texto: "TIM Informa: Enviando para o número xxxx-xxxx (meu celular) a resposta da pergunta: que horas te encontro? vc concorre à uma noite inesquecível! Não deixe de participar!"

Adoro pagar de malandrona, fico toda felizinha! E, convenhamos, a abordagem foi original!!! Bom, nem preciso dizer que grudei no celular esperando a resposta, né?!

Meia hora depois... NADA! Que ódio! Eu não tenho emocional para aguentar essa pressão do celular não tocar, por isso já desliguei ele de uma vez e fui me ocupar com outra coisa. Depois de um tempo, já conformada em ter que ficar em casa assistindo TV, liguei o celular e tinha DUAS chamadas do P.A.! Liguei de volta na hora!

Papo vai, papo vem sobre as ótimas promoções que a TIM estava oferecendo, o P.A. queria que eu o encontrasse em meia hora na casa de uma tia dele em outra cidade. Falei que em meia hora não dava, mas que dentro de uma hora estaria lá e assim ficou combinado!

Tomei banho, sequei o cabelo, calcinha nova, creme, perfume, batonzinho e peguei a estrada! A cabeça voando, sorrisão largo, só imaginando a noitada que me esperava.

Quando eu estava entrando na cidade, liguei no celular para saber se ele já estava na varanda e deu caixa de mensagem. Até aí achei que estava tudo normal, afinal, no melhor estilo "ele não está tão afim de você", bateria de celular acaba quando você mais precisa, não é mesmo?! Tinha certeza que ele ia estar sentado no parapeito da varanda esperando!

Eu virei a esquina da casa da tia dele e, como não tinha nenhum carro estacionado, fui encostando o carro até a outra esquina, onde parei bem em frente à fatídica varanda. Para minha surpresa, ele não estava lá e nem na esquina! Comecei a rir e pensei: veado, vai me fazer esperar!

Desliguei o carro, verifiquei que eu estava no horário, peguei o celular e tentei ligar novamente para ele. Nada, só aquela musiquinha do capeta! Tentei então o outro celular. Chamou, chamou, chamou e ninguém atendeu.

Entendam que toda a cena que eu vou descrever a partir de agora eu assisti estando fora do meu corpo! Foi tão patético que para poder sobreviver e rir disso depois eu tinha que ver de fora, então a minha alma sabiamente saiu do meu corpo e ficou sobrevoando a rua, só observando os acontecimentos.

Liguei de novo nos dois celulares. A mesma coisa: um desligado e o outro ninguém atendia. Comecei a ficar inquieta! Liguei o carro, dei um balão e parei do outro lado da rua, não me perguntem por quê!

Pelo retrovisor vi um homem alto vindo, achei que era ele. Botei a cabeça para fora do carro dando risada e o moço que passou deve ter achado que eu era retardada! Olhei no relógio, já fazia uns 10 minutos que eu tinha chegado. Liguei de novo nos celulares: nada!

Comecei então a tentar me acalmar, negação total: fica calma, jajá ele aparece! Imagina que o cara ia fazer você vir até aqui, com chuva, à toa! Pensa bem, faz pouco mais de uma hora que vocês conversaram, daqui a pouco ele está aí!

NADA... Liguei de novo nos celulares. Vi a hora. Os vizinhos que colocaram as cadeiras na calçada para conversar começaram a me olhar. Olhei no retrovisor procurando por ele na rua. Comecei a fuçar no celular. Vi que uma das vezes que ele me ligou foi de um telefone fixo. Ligo ou não ligo?!! Liguei para uma amiga que mora naquela cidade, perguntei se ele tinha outro parente ali, se ele poderia estar em algum barzinho... NADA!

Liguei no telefone fixo: chamou, chamou e a mãe dele atendeu. Eu queria me matar! Quem fala com a mãe de um P.A.?!! Expliquei que a gente tinha marcado de sair, mas que eu não estava conseguindo falar com ele. Ela falou que já fazia um tempo que ele tinha S A I D O da casa da tia. Comecei a tremer. Perguntei se ele tinha outro celular, mas os números que ela tinha eram os mesmo. Desliguei.

Já tinha S A I D O??? Saido de que verbo? Do verbo acabou a consideração??? É, nessa hora eu fui forçada a superar a fase de negação e comecei a vislumbrar que tinha acabado de tomar o maior toco de toda a minha vida.

Liguei o carro e sai, mas quase no trevo da cidade dei meia volta. Eu não me conformava, não era possível uma coisa dessas, eu tinha que achar ele! Dei várias voltas na cidade. Ah, se eu pego... ia tomar tanto tapa na orelha! Mas nada dele...

Eu não tinha condições de voltar para casa e ficar sozinha com os meus botões, eu ia ficar louca. Eu ainda queria uma explicação, o que podia ter acontecido??? Foi nesse momento em que eu estava totalmente descontrolada que uma amiga me ligou. Comecei a chorar!

Não gente, isso é MUITO BIZARRO! Chorar por causa de homem??? Fazia anooooooooossssss que isso não me acontecia! Minha amiga falou para eu não voltar para casa não, para eu tocar em frente e ir para casa dela que a gente ia pra balada! Foi o que eu fiz!

Os dias que se seguiram foram de total desolação, parecia que a minha alma não voltava para o corpo. Eu era só um corpinho corcunda que vagava inconformado pelo mundo, procurando uma explicação. E pobre do ser desesperado que procura por uma explicação nos dias de hoje!

O que podia ter acontecido naquela hora, naquele exato tempinho que eu demorei para me arrumar e chegar até lá?! Tipo, a mãe do cara não tinha caído e quebrado a bacia, eu falei com ela!!!! Tá, mas então podia ter sido a tia que tinha caído e a mãe dele não sabia de nada porque ele não quis preocupá-la. Mas não dava para mandar uma mensagem escrito "melou o esquema", pelo menos?!! Só "melou" e eu já teria entendido! Tá certo que eu não ia ficar feliz, mas também não ia ficar o trapo que eu fiquei!

A verdade é que não tinha explicação a não ser o absoluto e total desrespeito pelo ser humano. As relações são tão descartáveis hoje em dia que as pessoas se esquecem de ter cuidados básicos com o outro como consideração, gentileza, respeito...

Essa constatação me deixou ainda mais para baixo. Não era de ontem que eu conhecia o P.A. não, já fazia mais de um ano que a gente saia. Eu nunca faria isso com ele, na verdade nunca fiz isso nem com quem eu só tinha visto na balada. Assim, contrariando todos os conselhos, escrevi um e-mail para o P.A. dizendo a única coisa que, na minha opinião, era possível: PARABÉNS!

O que mais eu poderia dizer?! Só me restava parabenizá-lo pela façanha!

Eu sei que o otimista que vive dentro de cada um de vocês espera que ele tenha respondido e esclarecido tudo, mas não! Ele se limitou a mandar um "sorry!" com um smile envergonhado. Não dá vontade de matar?! Depois de mais essa rasguei o verbo, vomitei tudo que estava entalado e então, finalmente, voltei à vida!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando a esmola é demais...

Desconfiem, claro!

Algumas amigas minhas (que tem namorado ou são casadas, claro) costumam dizer que eu sou muito ranzinza e utilizo de recursos de autossabotagem para afastar pretendentes a predendentes. Eu vejo tudo isso como uma bela forma de tentarem me mostrar que um dia eu desencalho. Mas o fato é que, como vocês, a lista de desastres tragicômicos é tão extensa, que procuro rir dos episódios e achar tudo uma grande piada.

Mas um dia, conheci um Mouço que me fez acreditar na vida cor de rosa novamente.

Era uma balada não muito famosa por ter pessoas interessantes, mas o indivíduo me chamo a atenção. Moreno, gatinho, veio conversar... papo bom.

Perfil: 30 anos, solteiro, educado, não-gosta-de-sertanejo, curte mpb, recém-chegado à cidade vizinha à minha, concursado e com um belo emprego público

.

Não sei porque nesse momento esqueci de toda minha desesperança, nenhuma luz vermelha piscou, nada me mostrou que um cara gato+simpático+bom partido poderia ser uma barca furada.

Beijei o rapaz na balada. Ele me levou até meu carro, abriu a porta pra mim, pegou meu celular. Um fofo. No dia seguinte, mandou mensagem e eu fiquei com aquele sorrisão de trouxa apaixonadinha.

Ficamos trocando mensagens, ligações e combinamos de nos encontrar. (tinham passado umas 2 ou 3 semanas).

Fui para a cidade dele, onde ficaria na casa de uma amiga e, como combinado, ao chegar, liguei... e nada de ele me atender. Pra encurtar conversa, na sexta o rapaz não apareceu. Mas no sábado combinamos de nos encontrar. Ele foi me buscar na casa de minha amiga, fomos pra um bar e depois pra casa dele "conversar mais à vontade".

Ficamos no maior pega, voa blusa pra cá, calça pra lá... e na hora q a coisa tava ficando boa, fué, fué, fué... já tinha ido: o rapazote gozou antes mesmo de iniciar o coito, vamos assim dizer.

Pensa que ficou um clima chato? Alguma explicação? Nada!!! Ele não disse nada, eu fiquei com aquele sorriso amarelo e fomos dormir.

Como eu não tinha me dado por vencida, de manhã houve uma nova tentativa e até q rolou legal.

Continuamos a nos falar e combinamos outro encontro alguns dias após.

A programação foi basicamente a mesma: busca na casa da amiga-leva para um bar-leva pra casa. Mas esse dia a coisa estava diferente!!! E começa a pegação: voa blusa pra cá, calça pra lá... e ele solta um "nossa, hoje eu to um menino".

"Uau! Hoje a coisa vai!!!", pensei.

Doce ilusão: mais uma vez, a coisa já tinha ido e novamente, pronto, o "menino" já tinha gozado.

A tal frase "to um menino", na verdade era um comunicado (oi?), do tipo: já acabei!

Aí bateu a indignação. Vesti a roupinha e pedi: me leva pra casa da fulana.

Ele ainda insistiu para eu ficar, para irmos tomar café da manhã juntos no dia seguinte. AAAAh! Faça-me o favor! Uma vez, a gente até compreende. Mas duas seguidas, sem sinal algum de estranhamento ou que estava sentindo "vergoinha", sequer. Não dá!
Alguém aí chorou por mim???

Então fica o aviso: ao encontrar um gato solteiro na praça, simpático e bem sucedido. Desconfiem!

PROCURA-SE UM ORFÃO

A primeira vez que ouvi a expressão "filho único de mãe solteira" ela estava sendo usada para elogiar o cara, alguma coisa no sentido de que quem fez a obra jogou a forma fora e só tinha ficado aquele único pedaço perfeito de mal caminho. Acho que foi por isso que quando resolvi namorar um filho único de mãe solteira nenhuma luz vermelha ficou piscando: perigo, perigo!!!

Sou muito sincera ao admitir que nunca tive lá muita sorte com "sogras" e olha que eu me esforço! Uso toda a educação que mamãe me deu, tento me inteirar dos gostos e dos assuntos, não fico marcando território... mas não rola! Elas sempre dão um jeito de dar aquela cutucadinha no meu rim!

A diferença é que quando a mãe tem vários filhos ela consequentemente tem várias noras para atormentar e nada como um marido para ajudar a dividir a atenção! Mas, quando a criatura sequer namora e não tem nenhum outro filho, você é o foco da vida dela! Não tem cachorro fofinho que faça ela largar do seu pé!

Eu aguentei de um tudo! E a "sogrinha" não demorou nada para mostrar as garras não! Aturar horas de monólogos chatos eu já esperava, mas nada me prepararia para o "além da imaginação" que eu vivi já na primeira vez que fui à casa do namorado.

A equação: sogra raivosa + amigo chato + assunto polêmico (religião, política E futebol) + muita cerveja = DE-SAS-TRE!!!! Até gnomos de jardim a mulher quebrou!!!! E não é que a "coitada" tropeçou nos gnomos depois de ter bebido um pouco demais não. Ela deliberadamente atirou os gnomos ao chão!

EU SEI, EU SEI! Não dá para pedir sinal divino mais evidente de que o barco é furado! Já dava para prever que quando o caldo entornasse para o meu lado ia ser feio, mas eu sou brasileira e não largo o osso tão fácil assim!

Mal sabia eu que ela também não iria desistir de me chocar! Pouco tempo depois baixou o terapeuta de casal na mulher! Ela MANDOU eu e o namorado sentar para nós 3 discutirmos a relação. Aí é demais... Já diz a música do Jota Quest: "Agora é lei: Cada macaco no seu galho"!

E é claro que mamis que é "bãbis" não aceita tomar um chega pra lá. Depois disso ela, muito madura, resolveu não me cumprimentar por um tempo e eu, que não sou Madre Teresa nem tenho sangue de barata, parei de ir na casa dela.

Você pode então se perguntar: E esse namorado, não faz nada??? NÃO!!! Esse é outro problema de filhos únicos de mães solteiras. Eles são criados para acreditar que só tem a mãe no mundo e elas fazem com que eles se arrependam amargamente de toda vez que tentaram se rebelar. É a velha história de que mãe sempre tem razão levada ao extremo. Não dá para competir...

Porém, foi no dia de Natal que chegamos ao último ato dessa tragicomédia! Embutida do melhor espiríto natalino e contrariando a minha determinação de não voltar à casa da sogra, fui na tarde do dia 24/12 levar o presente do namorado (que já tinha me comunicado que datas festivas ele passa com a mãe) e da "bãbis".

À primeira vista, tudo normal: cervejas e papo chato à vontade!

Então, de repente, a mulher encanou que eu tinha que chamar minha irmã para ir até lá, que isso deixaria o filho dela muito feliz! É, a minha reação também foi essa: Que que tem a ver???, fiquei me perguntando. Não basta tolerar toda a sorte de falta de consideração, eu ainda tinha que mobilizar minha família para agradar? Educadamente, disse que NÃO! Expliquei que minha irmã deveria estar dormindo e que, de qualquer forma, eu já estava indo embora.

Ahhhhh, ela não titubeou em mandar na lata: "Então vai à merda você também!". Eu não sei vocês, mas eu fico completamente sem reação quando me mandam umas dessas. Não é que eu estava esperando alguma pérola de compreensão, é que esse tipo de resposta simplesmente não faz parte do meu mundo. Em sã consciência, eu nunca responderia uma coisa dessas para alguém...

Mas cabrito bom não berra, enfiei a viola no saco, me despedi do já ex-namorado e fui embora.

No outro dia, contudo, o ex-namorado aparece em casa sem avisar para almoçar, no melhor estilo "nada aconteceu"! Só que dessa vez meu discurso estava pronto, só fiquei esperando a deixa!:

- Algum problema?, ele perguntou.
- Eu não namoro mais você!, eu respondi. E ou eu tive um surto psicótico de natal ou sua mãe me mandou à merda ontem!

Tá, quem acha que ele se revoltou ergue a mão! Nããããããããããããoooooooo!!!!! Ele falou: - Ah, não vi isso! Esse é um daqueles momentos que o desânimo toca a alma e você fica se perguntando: que que eu tô fazendo com esse cara????? Mas eu ainda tive fôlego para a pergunta de misericórdia: Se você tivesse visto, ia fazer alguma diferença? Ele: - É, não... Eu não ia fazer nada.

Desde então tenho considerado ser orfão um pré-requisito! Até adicionei ao questinário do primeiro encontro uma pergunta básica: - Você tem mãe?! De boa, verdade seja dita, eu não aturo nem a minha mãe e minha cota para aturar "bãbis" alheia foi preenchida para essa e para a próxima encarnação.

Por isso, por favor, quem souber de um cara moreno, alto, bonito, sensual, bem sucedido e orfão ME AVISA!